Aumenta interesse de crianças e adolescentes por temas sociais

Responsáveis por crianças e adolescentes entre 11 e 17 anos notaram interesse de alunos por Saúde, Equidade Racial e Mudanças Climáticas.

Levantamento da Pearson intitulado Global Learner Survey 2021 – Parte 1 ouviu milhares de pessoas em diversos países para identificar suas percepções e expectativas sobre a educação. Diferente das duas últimas edições, em 2021 o estudo será realizado e publicado em vários capítulos temáticos ao longo do ano. A primeira parte ouviu universitários e pais de alunos de Ensino Básico em quatro países (Brasil, China, Reino Unido e EUA) sobre os impactos da pandemia de Covid-19 na relação das pessoas com a aprendizagem.

No grupo de pais, 90% dos brasileiros disseram ter passado a assumir um papel mais ativo na aprendizagem de seus filhos, e 97% acreditam que essa mudança será permanente. 87% também esperam que o contexto do último ano leve a um aumento do interesse de seus filhos por temas sociais e cívicos, tais como educação, saúde, equidade racial e mudanças climáticas.

No Brasil, 67% dos universitários consultados afirmaram que enxergam mais valor em sua educação hoje do que jamais antes. Eles também disseram ter desenvolvido tanto habilidades técnicas (como competências tecnológicas e digitais) quanto comportamentais (como adaptação, flexibilidade e automotivação) durante a pandemia.

Considerando o conjunto de quatro países, 86% dos pais e 77% dos estudantes preveem que as escolas passarão a ter mais recursos tecnológicos no pós-pandemia. A grande maioria dos respondentes (81% dos pais e 76% dos estudantes) também espera que suas comunidades se tornem mais preparadas para superar desafios.

A Pearson conduziu o estudo em parceria com a Morning Consult, empresa global de inteligência de dados sediada nos EUA. Ao todo, foram ouvidos 2 mil universitários e 4 mil pais de alunos com idades entre 11 e 17 anos, por meio de entrevistas virtuais. Os resultados são representativos da população com acesso à internet em cada país, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Segundo o estudo, 90% dos pais e universitários nos quatro países acreditam que alguma forma de aprendizagem virtual sempre fará parte da educação daqui para frente. 46% dos pais e 64% dos estudantes enxergam o ambiente online ou híbrido como ideal para a aprendizagem, mesmo para depois que a pandemia acabar. No Brasil, 63% dos estudantes esperam que mais alunos de ensino superior frequentem aulas online ao invés de ambientes de educação tradicionais ao longo dos próximos 10 anos.

No Brasil, 97% dos pais e 95% dos estudantes acreditam que a pandemia mostrou que o acesso à internet é um direito humano básico. Além de estar acima da média dos quatro países (87% para ambos os grupos), o Brasil é o que teve mais respondentes concordando com essa afirmação. No universo global da pesquisa, 90% dos pais e 92% dos universitários disseram esperar que os governos façam mais para garantir que os alunos tenham acesso à internet e a ferramentas digitais.

Para 81% dos universitários no Brasil afirmam que o impacto da pandemia na aprendizagem tem sido uma fonte significativa de estresse e ansiedade. Já os pais brasileiros, ao mesmo tempo em que se mostram preocupados com os efeitos duradouros deste momento sobre a saúde mental da atual geração de estudantes (79%), também esperam que essa geração se torne mais resiliente diante das adversidades (78%).

Ainda segundo o estudo, 81% dos pais e 77% dos universitários nos quatro países esperam que a educação se torne acessível para mais pessoas após a pandemia. 70% dos pais e 71% dos estudantes concordam que o atual momento ensinou as pessoas a serem mais cuidadosas e compreensivas umas com as outras. Eles afirmam que suas famílias se tornaram mais próximas (85% dos pais, 71% dos estudantes) e esperam que elas continuem próximas depois da pandemia (89% dos pais, 75% dos estudantes). No Brasil, 70% dos universitários passaram mais tempo com seus pais ao longo do último ano.

E a pandemia influenciou planos de aprendizagem e carreira: 56% dos universitários nos quatro países disseram estar reconsiderando suas trajetórias de carreira como resultado da pandemia, com 45% se dizendo inspirados a considerar uma carreira na área de saúde ou ciência. 63% universitários brasileiros dizem continuar seguindo o mesmo caminho educacional que haviam planejado antes da pandemia, enquanto 72% dos pais fazem essa mesma afirmação sobre seus filhos. Ainda no Brasil, 40% dos universitários disseram ter reconsiderado ou adiado planos de estudar fora do país, enquanto 52% dos pais também tiveram que repensar sobre mandar seus filhos para aprender no exterior.

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