Aumenta o consumo de vinhos nas favelas

Bebida é a segundo mais consumido pelo grupo de moradores das comunidades; geração X é a principal compradora.

Pesquisa realizada pelo Outdoor Social Inteligência, instituto de pesquisas especializado na classe C, traz indício de que os vinhos estão ganhando espaço nas maiores favelas do Brasil. Segundo o levantamento, o vinho está na prioridade de compra de bebidas alcóolicas, correspondendo a 34% dos entrevistados, tornando-se o segundo lugar no rol de bebidas mais consumidas. A cerveja, lidera, com 76% de preferência dos entrevistados.

A vodca também figura na lista, ocupando o terceiro lugar, representado por 27% dos entrevistados. Em seguida, o uísque, com 13%. Metade dos entrevistados (50%) afirmaram que compram bebidas alcóolicas eventualmente, ou seja, sem uma frequência definida. Quanto ao local de compra, 59% dizem fazer as compra em bares e mercados da comunidade. Em seguida, o local de compra são as adegas, que estão cada dia mais populares nas periferias: 19% dos entrevistados afirmaram ser consumidores deste perfil de estabelecimento comercial.

A pesquisa foi aplicada a 435 pessoas maiores de 18 anos de comunidades dos municípios de Porto Alegre, Curitiba, São Paulo, Rio de janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Salvador, Recife, Fortaleza, São Luís e Belém. O perfil dos entrevistados é misto: 50% homens e 50% mulheres. A maior faixa etária é dos 30 aos 39 anos, correspondendo a 35%, em seguida, 27% têm entre 18 e 29 anos; 22% possuem entre 40 e 49 anos, 16% estão a faixa de 50 anos ou mais.

Já levantamento da Evino, varejista virtual da bebida, apontou que a geração X (nascidos entre 1965 a 1980) é a principal compradora de vinhos no Brasil, representando 40% dos consumidores, seguida pelos Baby Boomers (nascidos de 1945 a 1964), que somam 20%.

A empresa levantou dados referentes ao primeiro semestre de 2021 e de 2020. A geração Y ou Millennials (de 1981 a 1995), são 30% da base; e a geração Z (1996/2015), que compõe 3,5%. No entanto, apesar de ficar em último lugar, a geração Z é a que apresentou maior aumento no número de garrafas compradas no período avaliado, com um crescimento de aproximadamente 30% (87.216 no primeiro semestre deste ano contra 68.237 mesmo período em 2020), totalizando um – os Baby Boomers ficaram em segundo lugar, com um aumento de 5%.

Comparando a base de clientes de cada uma das gerações no primeiro semestre de 2021, a Evino percebeu que nas duas primeiras, compostas por pessoas agora com no mínimo 40 ou 41 anos, há uma grande diferença entre a quantidade de homens e mulheres cadastrados.

Entre os Baby Boomers, 75% dos clientes são homens e apenas 25% mulheres – em se tratando de garrafas compradas nesta geração, a distinção cai para 72% e 28%, respectivamente. Apesar da grande diferença entre os gêneros, 44% das compras de espumantes e 37% dos rosés entre os Baby Boomers foram feitas por elas. Já 74% dos tintos e 65% dos brancos foram comprados pelos homens.

Na geração X a diferença se mantém elevada, com 64% da base sendo representada por homens e 36% por mulheres – em relação à quantidade de rótulos comprados por cada um, a proporção fica em 61% e 39%, respectivamente. Aqui também é possível notar o interesse do público feminino pelos espumantes e pelos rosés – 50% e 47% das compras de espumantes e rosés, nesta ordem, entre a geração X foram feitas por mulheres. Por sua vez, 64% e 54% dos tintos e brancos, respectivamente, foram comprados pelos homens.

A equidade começa a aparecer na geração Millennials, com 57% e 45% da base de clientes sendo representada por homens e por mulheres. Na mesma ordem, a proporção das garrafas compradas vai para 55% e 45%, diminuindo ainda mais a distância. Com o maior equilíbrio da base de clientes, é possível notar um balanceamento entre os tipos de vinhos comprados pelos Millennials: 52% dos espumantes, 53% dos rosés e 50% dos brancos foram comprados pelas mulheres, enquanto 57% dos tintos foram comprados pelos homens. Na geração Z, a base de clientes é dividida igualmente em 50% homens e mulheres, com uma pequena diferença entre os rótulos comprados – 51% das garrafas compradas pela GenZ foram por mulheres. Em relação à quantidade de garrafa comprada por tipo de vinho, 50% dos espumantes, 58% dos rosés, 57% dos brancos e 50% dos tintos foram adquiridos por elas.

A quantidade de garrafas vendidas por estado também variou de geração para geração, ainda que as praças principais sejam quase sempre as mesmas. Entre os Baby Boomers, São Paulo ficou em primeiro lugar, seguido pelo Rio de Janeiro, Minas Gerai , Rio Grande do Sul e Paraná. Em relação ao mesmo período em 2020, a ordem permaneceu a mesma, porém o estado com maior crescimento nas compras foi Minas Gerais, com um aumento de 24%. Na geração X, a sequência permanece quase a mesma, com a inversão entre Minas Gerais, que apresentou um crescimento de 24% em relação ao ano passado e ficou em segundo lugar. Entre as quatro gerações, esta é a que mais comprou no período analisado, seguida pelos Baby Boomers.

Entre os meses de janeiro a março, a venda dos brancos aumentou, enquanto no ano anterior o espumante teve uma repercussão mais positiva entre os consumidores. Sendo destaque em todas as análises, a geração Z teve um acréscimo considerável no consumo de espumantes entre janeiro e fevereiro, com um aumento de 80% e 71%, respectivamente.

Analisando os dados de consumo, em 2021, a uva Tempranillo ocupou o primeiro lugar em todos os grupos, na sequência Malbec, Pinot Noir e por fim, Cabernet Sauvignon. A quinta colocada variou entre as gerações – os Baby Boomers ficaram com a Primitivo, a geração X e a Z com a Sangiovese, e os Millennials com Chardonnay.

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