Aço

Levantamento feito pelo Instituto Internacional de Ferro e Aço indica que, nos primeiros nove meses deste ano, a produção siderúrgica mundial praticamente não se alterou em comparação com a de igual período de 2000. Nos Estados Unidos houve declínio de 11,4%, na União Européia (EU) menos 1,6%. Houve crescimento de 4,7% na Ásia, sendo que no Japão houve redução de 1,3%, enquanto em Taiwan a elevação foi 13,8% e na China ocorreu aumento de 10,2%.

Os iluminados
O isolamento dos defensores de liberalismo comercial de mão única ainda mais escancarado não se limita à necessidade de realizar a 4ª Reunião Ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC) na lonjura do Catar. Para tentar abafar o debate, o presidente do Conselho Geral da OMC, Stuart Harbinson, nomeou seis prepostos, nominados “facilitadores”, para recolher, ao longo dos trabalhos, as opiniões dos países-membros sobre seis temas também escolhidos unilateralmente: Investimentos, Meio Ambiente, Saúde, Agricultura, Implementação das Medidas e Normas.
Com a maioria excluída das decisões, muitos delegados passaram a chamar os “facilitadores” de “amigos da presidência” ou “seis homens verdes” – este último epíteto se refere às salas verdes criadas pela OMC na conferência de Seattle, nas quais se reuniam apenas os representantes dos países mais desenvolvidos para forjar falsos consensos. Pelo menos um ponto une os indicados: todos são favoráveis à nova rodada de liberalização do comércio.
Como, no entanto, também são grandes as contradições dentro do bloco dominante, principalmente entre Estados Unidos e União Européia, tudo que os países mais desenvolvidos conseguiram, apesar de prorrogar os trabalhos além do previsto, foi decidir continuar negociando. Com isso, os que não integram o G-7 ganham tempo para se mirar em exemplo dos hereges, como a China, que cresce entre 7% a 8% por ano, justamente por não aplicar medidas “consensuais”.

De quatro
O custo de seguro de um grande prédio em Nova York – como o Empire State Building, por exemplo – pode aumentar até quatro vezes, avalia o mercado segurador brasileiro.

Nuclear
O que mais preocupa o mercado de seguros internacional é a possibilidade – que depois dos acontecimentos de 11 de setembro não pode ser descartada – de um ataque nuclear à cidade de Nova York. As perdas atingiriam astronômicos US$ 1 trilhão, o que significaria a destruição do mercado de seguros e resseguros, segundo o especulador Warren Buffet.

Lucros
Enquanto isso, os especuladores aproveitam para ganhar dinheiro no mercado segurador, que está aproveitando os acontecimentos recentes para recuperar margem de lucro. Foi registrada a entrada de US$ 20 bilhões de novos investidores, provenientes de Bermudas, paraíso fiscal caribenho. As seguradoras e resseguradoras internacionais já vinham operando com prejuízo antes do dia 11 de setembro. O mercado não tinha reservas apropriadas para garantir as perdas do atentado. Quebradeiras não estão descartadas, ainda mais se a Justiça dos EUA definir que houve mais de um evento, aumentando as indenizações. Porém as perspectivas para as empresas sobreviventes é de embolsar gordos lucros, já que as chances de novos atentados diminuem.

Câmaras
A possibilidade de a Justiça dos Estados Unidos aumentar o valor das indenizações é grande. Lembram especialistas brasileiros que os juízes norte-americanos tendem sempre a favor do consumidor. Uma consequência disso pode ser vista nos ônibus de Nova York, que passaram a utilizar câmaras para identificar os passageiros. Em acidentes de ônibus, era comum pedestres entrarem nos veículos para depois receber seguro, garantido pela Justiça.

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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