

As autoridades da Faixa de Gaza, controladas pelo Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), acusaram nesta terça-feira (25) as forças israelenses e a Fundação Humanitária de Gaza (GHF) pela morte de mais de 1.500 palestinos que aguardavam ajuda humanitária. Segundo o órgão, “1.506 pessoas foram mortas pelas forças de ocupação enquanto esperavam por ajuda, em cenas que exemplificam o crime de fome e assassinato”.
De acordo com o comunicado publicado no Telegram, mais de 1.100 dessas mortes teriam ocorrido dentro dos centros administrados pela GHF, que encerrou suas operações na segunda-feira (24). As autoridades afirmam que “1.109 mortes [foram] causadas pelas forças de ocupação dentro desses centros israelenses-americanos como resultado de ataques de tiro e artilharia contra civis famintos”.
O governo local também detalha que entre as vítimas estão “225 crianças, 852 adultos e 32 idosos”. A GHF, segundo as autoridades, seria “uma falsa empresa humanitária de fachada que transformou os centros de ajuda em armadilhas mortais e locais para assassinatos em massa”. A organização teria atuado como “uma entidade diretamente envolvida em atrair sistematicamente civis famintos para armadilhas mortais”.
O comunicado amplia as acusações ao afirmar que “essas armadilhas foram planejadas e gerenciadas dentro do sistema EUA-Israel, sob o pretexto de trabalho humanitário”, classificando a operação como “o plano mais perigoso contra civis por meio da fome e do genocídio na era moderna”.
As autoridades ainda alegam que 2.615 pessoas morreram de fome enquanto recebiam atendimento em hospitais e afirmam que as ações constituem “crimes de guerra e crimes contra a humanidade, como parte de uma política de genocídio por meio da fome”.
Elas responsabilizam Israel, a GHF e entidades norte-americanas pela situação: “Consideramos as autoridades de ocupação israelenses, os funcionários da GHF e as entidades norte-americanas que patrocinam a GHF totalmente responsáveis por esses crimes”. Também afirmam que vão “documentar esses crimes e apresentar os arquivos para responsabilização internacional, garantindo que nenhuma das partes envolvidas escape da punição”.
Com informações da EuropaPress
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