Autoridades estão preocupadas com efeitos do massacre sobre a cidade de Orlando

Internacional / 11:25 - 13 de jun de 2016

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O massacre ocorrido na Boate Pulse, que resultou na morte de 50 pessoas - entre elas a do atirador Omar Mateen - ainda está sendo assimilado pelos moradores de Orlando, na Flórida. As autoridades locais têm manifestado preocupação com os efeitos que ele poderá causar à imagem e à economia da cidade que, segundo a organização Visit Orlando, recebeu 65 milhões de turistas no ano passado. Em meio à surpresa causada pelo atentado, algumas especulações têm sido levantadas pela imprensa norte-americana. De acordo com o jornalista brasileiro Rodrigo Lins, correspondente nos EUA do site Só notícia boa, entre as especulações mais recentes estão a de que haveria uma segunda pessoa dando apoio ao atirador, no local, e de que haveria dois brasileiros entre os feridos. - Orlando é uma cidade muito pacífica e familiar. Havia pouca preocupação com a segurança, a ponto de não se fazer revistas na entrada de boates e clubes. Por isso, o choque foi muito grande, afetando drasticamente a rotina de uma cidade que até então era pacata e turística, mas que agora teve estado de emergência decretado pelo prefeito - disse Lins à Agência Brasil. A preocupação em manter na cidade a sensação de segurança é, segundo o jornalista, uma estratégia que visa a evitar efeitos negativos também para a economia local, que tem no turismo sua principal fonte de receita. Nesse sentido, diversas mudanças de rotina têm sido implementadas. - Todos sabem que é preciso manter o índice de segurança preservado porque a economia é toda voltada para o turismo. Nesse sentido, as autoridades vêm atuando para amenizar os efeitos negativos que o massacre pode causar. Hoje de manhã, fui à Disney e, para minha surpresa, vi o parque vazio e com as catracas reativadas. O clima é de terror e há muita tristeza no ar. As pessoas estão muito assustadas e consternadas. Rodrigo Lins disse que todos os 50 corpos já foram identificados, mas que há risco de mais mortes serem registradas, uma vez que ainda há muitos feridos nos hospitais. - Apesar de, na lista oficial, não ter aparecido nomes de brasileiros, e de o Itamaraty ter dito que não havia brasileiros entre as vítimas, há veículos da mídia local dizendo que havia dois brasileiros entre os feridos - afirmou Lins. Ele disse ainda que também tem sido especulado que havia, no local, uma segunda pessoa dando apoio ao atirador. - Pessoas que saíram da boate têm dito, em entrevistas, que havia outro atirador no local. Mas tudo isso ainda está no campo da especulação e precisa ser mais investigado - acrescentou o correspondente. As autoridades norte-americanas consideram que o ataque tenha sido um atentado homofóbico, pois a boate era voltada para o público gay. O assassino, identificado como o norte-americano Omar Mateen, de 29 anos, entrou na boate com um rifle AR-15 e uma arma de pequeno porte. Ele abriu fogo contra cerca de 300 pessoas que estavam no local. De acordo com o jornalista, Omar nasceu em Nova Iorque e é filho de afegãos. - Os investigadores estão, agora, focados no apartamento do atirador, na tentativa de encontrar indícios de sua ligação com o Estado Islâmico. Por motivos político-eleitorais, a Casa Branca tem evitado se manifestar sobre alguns detalhes antes de serem concluídos os trabalhos periciais. Ao que parece, o Estado Islâmico já assumiu a autoria do atentado, mas isso ainda precisa ser confirmado. Em diversas localidades da Flórida, a população tem feito vigílias. - As pessoas têm falado mais em apoio às vítimas do que propriamente feito críticas ao sistema de segurança. Há grupos LGBT fazendo força-tarefa de voluntários para manter a cobertura de notícias nas redes sociais e para estimular a doação de sangue para os hospitais. Agência Brasil

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