Ações do BBVA caíram 50,87%

Acredite se Puder / 14:51 - 12 de jul de 2001

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O Banco Bilbao Vizcaya Argentaria S/A (BBVA), o segundo maior banco espanhol, anunciou na noite de terça-feira, após o fechamento das bolsas, que cancelou sua oferta para a compra dos 32% do Banco Frances S/A, da Argentina, e que ainda se encontram em poder dos minoritários. Para tomar essa decisão, os espanhóis alegaram que a fraqueza do mercado foi o suficiente para o cancelamento do negócio. Afirmam que uma das condições estabelecidas com as autoridades argentinas era a de que se o Índice Merval, da Bolsa de Buenos Aires, caísse mais de 35% a partir do dia do início da oferta, o banco espanhol poderia desistir do negócio. Como o índice registrou perdas de mais de 37% e está agora no seu menor nível desde janeiro de 1999, houve o anúncio e as ações do BBVA Banco Francês, listadas na Bolsa de Comércio de Buenos Aires, foram as mais prejudicadas no pregão de ontem. Enquanto o Índice Merval registrou desvalorização de 12%, as do banco registraram baixa de 50,87% em relação ao fechamento anterior. A oferta, avaliada em cerca de US$ 705 milhões, foi iniciada em janeiro. Desde então, as ações do BBVA perderam 19,4%, com a cotação baixando para 13,74 euros, enquanto as ações do Banco Francês desvalorizaram 27,5%, com o preço se situando em 7,43 pesos. Cavallo propõe "atrelamento comum" Domingo Cavallo "sugeriu" ao Brasil começar a negociação de um "atrelamento comum" para as moedas dos dois países com a finalidade de alcançar o equilíbrio monetário, em esquema para impedir a queda livre do real e obter uma coordenação monetária. E acha que o diálogo é possível desde o momento em que incluiu o euro como moeda de referência no sistema monetário argentino. Depois de afirmar que antes era impossível o diálogo com o Brasil por questões monetárias, assegurou que agora o governo brasileiro está se convencendo de que o real também precisa de uma âncora e sugeriu começar a falar de uma âncora comum. Cavallo não resolveu os problemas argentinos e criou problemas para o Brasil. Cavallo já demonstrou que não gosta do Mercosul e quer a aproximação direta da Argentina com a Europa. Cavallo prejudica as exportações brasileiras. Será que as autoridades brasileiras vão aceitar qualquer tipo de discussão? Ainda mais com um país que tudo facilita aos europeus. Aonde já se viu conceder autorização para oferta de compra de ações condicionada ao comportamento do mercado, como a do BBVA? CVRD contratou McKinley A Vale do Rio Doce está começando nova base de governança corporativa e para isso contratou a empresa de consultoria McKinsley. Uma das mudanças principais será a definição das funções do conselho administrativo e dos cargos executivos da empresa. Jório Dauster deixou a presidência e foi substituído por Roger Agnelli. Segundo o novo presidente, o plano de governança da empresa será definido num prazo de cerca de 30 dias e a companhia pode estar ampliando o seu número de diretores corporativos. Quanto ao plano estratégico revelou que a Vale é uma empresa muito gulosa, com musculatura para se desenvolver. Capitalizada, está investindo em energia e também pretende crescer na produção de cobre.

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