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sexta-feira, janeiro 22, 2021

Avanço da Covid-19 faz mercado ficar em cautela

A primeira semana do ano foi de alta para os mercados globais. Apesar de todas as incertezas existentes para o ano de 2021, as expectativas de estímulos nos EUA fizeram o apetite pelo risco aumentar.

Na Europa, apesar dos avanços nos números de pessoas infectadas pela Covid-19 continuarem em ascensão, os estímulos esperados nos EUA representaram o principal catalizador para o aumento das Bolsas. Dentro da Zona do Euro, os dados da produção industrial e do crescimento de importações e exportações acima do esperado também contribuíram para a alta. Londres teve alta de 0,24%. Frankfurt ganhou 0,58%. Paris subiu 0,65%. Milão avançou 0,21% e Madri teve 0,26% de ganho.

Nos EUA, o mercado ignorou toda a instabilidade política e a divisão que existem no país. Mesmo após os resultados das eleições já estarem definidas, o mercado deu atenção à “onda azul” e aos estímulos prometidos pelo presidente eleito Joe Biden, que têm baixa possibilidade de entraves dado que seus correligionários têm o controle do Senado e da Câmara. Os dados de conjuntura econômica, como o payroll e os pedidos por seguro-desemprego, ainda evidenciaram a fragilidade do mercado de trabalho, corroborando com a tese da necessidade de mais estímulos para a economia do país. O Dow Jones teve alta de 0,18%. O S&P 500 e o Nasdaq ganharam 0,55% e 1,03%, respectivamente.

No Brasil, as idiossincrasias relacionadas ao lado fiscal e político foram deixadas de lado pelo mercado. O apetite pelo risco percebido globalmente fez com que o principal índice da B3 fechasse em alta. Apesar da realização nos ativos ligados às commodities, as demais companhias tiveram alta, como o setor de construção e de consumo. O Ibovespa teve alta de 2,20%, cotado a 125.076,63 pontos.

Na Ásia, as Bolsas fecharam com cautela devido ao avanço da Covid-19 ao redor do mundo. Na China, mais regiões entraram em lockdown (confinamento), o que já estava ocorrendo nas semanas anteriores. Xangai teve queda de 1,08% e o Shenzhen recuou 1,31%. Na Coreia do Sul, o Kospi teve retração de 0,12% e, na contramão, Hong Kong subiu 0,11%.

Com o avanço da Covid-19 em todo o mundo, e agora na China, com mais cidades decretando confinamento no país, os mercados globais abriram em queda, realizando os lucros de sexta-feira. Os riscos inerentes à questão política nos EUA respingaram no mercado de tecnologia. O Twitter chegou a operar com queda acima de 6%, após a notícia da exclusão permanente da conta do presidente Donald Trump – de modo que muitos deixaram a rede social, mesmo movimento que pode acontecer com o Facebook.

No Brasil, o risco político em relação às eleições na Câmara e no Senado pode impactar o mercado, dado que Baleia Rossi (MDB-SP) possui apoio de partidos como o PT – cujos apoiadores pressionam por um impeachment de Jair Bolsonaro, apenas de Rossi afirmar que este não é o caminho. As resoluções em torno da distribuição das vacinas também gerarão preço no dólar, Bolsa e juros juntamente com o risco externo.

Na Europa, como no restante do mundo, a agenda de dados de conjuntura econômica está relativamente vazia, somente com indicador de Confiança do Investidor. O índice foi positivo, tendo avanço de 1,3 ponto, superando as expectativas de 0,7 ponto, evidenciado melhora nas perspectivas macroeconômicas para a Zona do Euro.

No Brasil, como ocorre toda segunda-feira, será divulgado o relatório Focus, evidenciando as expectativas dos agentes econômicos para o período de 2021 a 2024 quanto a importantes números de conjuntura econômica.

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Nova Futura Investimentos

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