B3 pede que Magalu explique suposto aumento de capital

A empresa terá até quinta-feira para esclarecimentos

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Magalu. Imagem divulgação

A B3 pediu esclarecimentos ao Magazine Luíza (MGLU3) – Magalu – acerca da notícia que circulou na imprensa, dando conta de que a varejista avalia fazer um aumento de capital privado da ordem de R$ 2 bilhões, no qual a família Trajano, controladora do grupo, entraria com cerca de metade desse montante. Mais cedo, nesta terça-feira, em teleconferência de resultados, os executivos da Magalu negaram a informação.

“Não existe discussão, neste momento, de necessidade de aumento de capital da empresa”, destacou o diretor Financeiro da companhia, Roberto Bellissimo. Segundo ele, isso é “um rumor do mercado”. “Não é preciso adotar essa estratégia agora, já que a empresa está em um período de expansão das margens operacionais”, completou.

Na semana passada, os papéis ganharam tração no Ibovespa, mesmo sob negativa da empresa a respeito do rumor. O prazo dado pela B3 para um atendimento da empresa aos esclarecimentos é até esta quinta-feira.
Por outro lado, o Magazine Luíza ofuscou as melhorias operacionais mostradas no balanço do terceiro trimestre com o reconhecimento de uma inconsistência contábil de quase R$ 830 milhões, recebida com bastante aversão pelo mercado. A ação chegou a desabar 10% nas primeiras horas do pregão. “Isso faz com que o mercado remeta ao episódio de Americanas, por isso penaliza a ação”, afirma Filipe Villegas, estrategista de ações da Genial Investimentos.

No começo da tarde, contudo, a ação reduzia o ritmo de queda para 2,89%, negociada a R$ 1,67, mas ainda entre as principais baixas do índice. Nesta segunda-feira (13), a companhia informou, por meio de fato relevante, que vai realizar uma redução no patrimônio líquido no montante de R$ 322,1 milhões.

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De acordo com a empresa, uma auditoria constatou “incorreções em lançamentos contábeis” no “reconhecimento de bonificações em determinadas transações comerciais”, com efeito total no patrimônio líquido que seria de R$ 829,5 milhões. A Magalu ainda afirmou que usará créditos fiscais de R$ 688,7 milhões (R$ 507,4 milhões líquidos de impostos) para amenizar o impacto no patrimônio líquido.

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