Balanços guiarão, aparentemente, os mercados hoje

Europa e Nova Iorque precavidas, Ásia continua em queda livre.

Balanços de big techs devem movimentar os mercados acionários externos nesta terça-feira enquanto que, o mercado doméstico, acompanhará os resultados da Telefónica, CSN, Carrefour, entre outros. Nesse sentido, o Ibovespa deve seguir o cenário internacional negativo à medida que o real brasileiro deve sofrer com a valorização do dólar frente às principais moedas do mundo. Em linhas gerais, tem-se que uma liquidez mais arrefecida deve marcar o dia de hoje com os investidores aguardando sinais da política monetária dos EUA e também a divulgação do Produto Interno Bruto norte-americano no segundo trimestre. Voltando-se aos fatores internos, a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) que ocorrerá na próxima semana deve culminar em um aumento da SELIC em 1 ponto percentual, no entanto, com chances reais de que se concretize um aumento de 1,25 ponto. Por fim na esfera política, os mesmos impasses continuam: ruídos entre o Governo Federal e os estaduais e vaidades de membros do Executivo sendo aglutinadas, significando, em última instância, um desvio no que se refere aos assuntos e ações que colocariam o país minimamente no eixo: reformas estruturantes.

As Bolsas europeias e os índices futuros de Nova Iorque operam no vermelho nesta manhã de terça-feira. Agentes de mercado parecem buscar segurança nos treasuries e no dólar (que se valoriza frente às principais divisas internacionais). Não obstante, a cautela precede a divulgação da decisão da política monetária do Federal Reserve e também do Produto Interno Bruto norte-americano no segundo trimestre enquanto que, concomitantemente, os investidores acompanharão a série de balanços que serão publicados. Às 7h13, a Bolsa de Londres caía 0,51%, a de Frankfurt cedia 0,60% e a de Paris recuava 0,40%. Em paralelo, no mercado futuro estadunidense, o Dow Jones caía 0,42%, o S&P 500 recuava 0,30% e o Nasdaq cedia 0,12%. Por fim, do outro lado do globo, os mercados da Ásia – mais precisamente os da China e de Hong Kong – continuam em queda livre e encerraram o dia de hoje em baixa generalizada. A tentativa de aumentar a regulação, por parte do governo chinês, sobre as empresas de tecnologia e de educação privada está provocando uma fuga em massa de capital estrangeiro. Na China continental, o índice Xangai Composto recuou 2,5%. Em Hong Kong, o Hang Seng teve baixa de 4,2% e caiu ao menor nível desde novembro de 2020. Em outras partes da Ásia, o Kospi teve alta de 0,2% em Seul, após alta de 0,7% do PIB da Coreia do Sul no segundo trimestre e de 5,9% na comparação anual. O Nikkei subiu 0,5% no Japão. Na Oceania, o índice S&P/ASX 200 subiu 0,5% em Sydney, renovando recorde de fechamento.

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Pedro Molizani

Trader Mesa Câmbio do Travelex Bank

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