Banco Mercantil tem lucro líquido de R$ 273 milhões no primeiro trimestre

Resultados foram impulsionados pela expansão da carteira de crédito e receitas de serviços

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gustavo araújo (foto divulgação banco mercantil)
Gustavo Araújo, CEO do Banco Mercantil (foto divulgação) Banco Mercantil)

O Banco Mercantil (B3: BMEB3, BMEB4), instituição financeira especializada no público 50+, obteve lucro líquido de R$ 273 milhões no primeiro trimestre de 2026.

“O resultado representa uma alta anual de 14% e marca o 14º recorde consecutivo da instituição desde o fim de 2022”, informou o balanço divulgado nesta quarta-feira. O banco atribui o desempenho, sobretudo, a expansão da carteira de crédito e pelo crescimento das receitas de serviços.

“A qualidade do resultado deste trimestre está na sua composição, baseada em crescimento nas linhas de menor risco, maior peso dos canais digitais e avanço das receitas de serviços, o que reduz a dependência do crédito. Tudo isso com posições de capital e liquidez que permitem ao Mercantil continuar crescendo com consistência”, explica Paulino Rodrigues, vice-presidente financeiro e de Relações com Investidores do Banco Mercantil. A instituição tem mais de 10 milhões de clientes, com foco no público com 50 anos ou mais.

O retorno sobre o patrimônio líquido médio (Roae) – indicador financeiro que mede a rentabilidade de uma empresa com base no seu patrimônio líquido médio durante um período – atingiu 42,7%, refletindo uma execução disciplinada, com o crescimento da operação sustentando níveis elevados de rentabilidade mesmo em um cenário macroeconômico e geopolítico volátil.

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“Este início de ano confirma a capacidade do Mercantil de crescer de forma consistente mesmo em um ambiente ainda desafiador, com juros elevados e maior seletividade no crédito. Temos avançado ao ganhar relevância junto ao cliente 50+, ampliando a relação além do crédito e fortalecendo nossa presença em segmentos estratégicos”, diz Gustavo Araújo, CEO do Banco Mercantil.

Crédito

A carteira de crédito totalizou R$ 25,2 bilhões ao final do trimestre, com crescimento de 33% em 12 meses e expansão posicionada em linhas de produtos de menor risco. Desse modo, o portfólio manteve perfil conservador, com 82% da carteira alocada em linhas colateralizadas. No consignado, o saldo chegou a R$ 18,2 bilhões, com avanço de 51% na mesma base de comparação, respondendo pela maior parte do crescimento no período.

Na originação de crédito, a soma foi de R$ 4,6 bilhões no trimestre, apoiada nos canais digitais, que passaram a concentrar a maior parte da produção. Esse movimento tem contribuído para ganhos de eficiência, maior controle do processo comercial e qualidade do crédito concedido.

As receitas de prestação de serviços somaram R$ 372 milhões no período, com alta de 83% em relação ao primeiro trimestre de 2025. Esse crescimento foi puxado pelos segmentos de seguros e assistências. No caso das assistências, a plataforma Meu+ foi a principal responsável pela expansão da base e na diversificação das fontes de receita.

O Banco Mercantil encerrou o trimestre com Capital Nível I de 13,8% e Índice de Basiléia de 16%, mantendo folga em relação aos níveis regulatórios e suporte para a continuidade da expansão da carteira.

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