O Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional anunciaram ontem em Washington, o alívio de parte da dívida da Somália, correspondente a US$ 4,5 bilhões. Essa anulação de débitos está inserida no programa de Países Pobres Amplamente Endividados (HIPC, na sigla em inglês), que permite às nações que completarem esse programa a anulação de até 100% da dívida com o FMI, o Banco Mundial e o Fundo de Desenvolvimento Africano. No caso da Somália, informa o comunicado das instituições, a dívida do país agora se reduz do equivalente a 64% do Produto Interno Bruto para 6% do PIB ao final deste ano.
Na nota, o presidente da Somália, Hassan Sheikh Mohamud, afirmou que a anulação da dívida é resultado de reformas colocadas em prática na economia. “O processo para alívio da dívida da Somália exigiu quase 10 anos de esforços governamentais que compreenderam três administrações”, disse.
Em outro comunicado sobre o país, o FMI afirmou que concluiu a sexta e última revisão no âmbito do programa de crédito estendido (ECF, na sigla em inglês), um programa que garante ajuda financeira a países de baixa renda com desequilíbrios no seu balanço de pagamentos. Sob esse programa, o Fundo liberou o equivalente a US$ 9,3 milhões à Somália e afirmou que considera uma nova edição deste programa pelo prazo de três anos e com um desembolso total, mas realizado em parcelas, do equivalente a US$ 100 milhões.
Subdiretora-geral do Fundo, Antoinette Sayeh, observou que as autoridades locais estiveram comprometidas com a implantação de reformas para reconstruir a economia somali e que continuam engajadas em superar os desafios que se colocam para o país, incluindo riscos climáticos, econômicos, sociais e de segurança.
Agência de Notícias Barsil-Árabe
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