Banco Mundial projeta que China crescerá 8,5%, e Brasil, 4,5% em 2021

Países emergentes não conseguirão recuperar, em 2022, perdas do ano passado.

A economia chinesa está a caminho de crescer 8,5% em 2021, um aumento de 0,6 ponto percentual em relação à projeção anterior, segundo o Banco Mundial em seu último Panorama Econômico Mundial divulgado nesta terça-feira.

De acordo com o relatório semestral, a economia mundial deve se expandir 5,6% em 2021, ou seja, um aumento de 1,5 ponto percentual em relação à projeção anterior, em grande parte devido à forte recuperação de algumas grandes economias.

Entre elas, os EUA, com projeção de alta de 6,8% este ano, graças ao apoio fiscal em grande escala e à flexibilização das restrições, diz o relatório. O crescimento em outras economias avançadas também está se firmando, mas em menor grau.

Para o Brasil a estimativa é de crescimento de 4,5% em 2021, inferior à projeção para outros países da América Latina, como Argentina (6,4%), Chile (6,1%) e México (5%). Essas economias, porém, sofreram mais que a brasileira no ano passado.

Excluindo a China, a recuperação nos mercados emergentes e nas economias em desenvolvimento deve ser mais modesta: 4,4% este ano, seguida por um crescimento de 4,7% em 2022. Os ganhos neste grupo não serão suficientes para compensar as perdas experimentadas durante a recessão induzida pela pandemia em 2020. Em 2022, a produção deve ficar 4,1% abaixo das projeções esperadas para o ano que vem feitas antes da pandemia, observa o relatório.

O relatório também argumenta que, embora a inflação global deva continuar subindo no restante do ano, deve permanecer dentro das faixas na maioria dos países com metas de inflação. “A inflação global mais alta pode complicar as opções de política para mercados emergentes e economias em desenvolvimento nos próximos meses, já que algumas dessas economias ainda dependem de medidas de apoio expansionistas para garantir uma recuperação duradoura”, disse o diretor do Grupo de Perspectivas do Banco Mundial, Ayhan Kose, segundo a agência de notícias Xinhua.

 

Europa tem segundo trimestre de queda

O Eurostat divulgou que o Produto Interno Bruto (PIB) caiu 0,3% na Zona do Euro e 0,1% na União Europeia no primeiro trimestre de 2021 em comparação com o trimestre anterior, em bases ajustadas sazonalmente. Em termos anuais, a queda foi de 1,3% e 1,2%, respectivamente.

Foi a segunda temporada consecutiva de recessão econômica depois que a zona do euro registrou uma queda de 0,6%, e a UE, de 0,4%, no quarto trimestre de 2020, após uma forte recuperação no terceiro trimestre. “A visão da economia da zona do euro é muito ruim no momento em comparação com os EUA com outra recessão técnica, vacinações atrasadas, reaberturas posteriores e apoio fiscal mais fraco para 2021”, disse Bert Colijn, economista sênior da Zona do Euro no banco ING, à Xinhua. No entanto, Colijn permaneceu otimista para o resto do ano.

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