Com a restrição de mobilidade causada pela pandemia, os cinco maiores bancos do país aceleraram o fechamento de agências bancárias: Itaú, Bradesco, Santander e Caixa, juntos, fecharam 1.376 agências físicas em 2020, o equivalente a 7,8% do total de agências em 2019; 1.215 foram desativadas de abril a dezembro. O Banco do Brasil foi o único dos cinco bancos que apresentou saldo positivo no número de agências, entre 2019 e 2020, com 12 unidades, informa o Dieese em estudo sobre o comportamento do sistema financeiro na pandemia.
Como resultado, demissões. Entre dezembro de 2019 e dezembro de 2020, segundo as demonstrações financeiras dos bancos, o total de empregados nas cinco instituições diminuiu de 404.585 para 391.711. Foram, portanto, 12.874 demissões.
O Bradesco foi o banco que fechou o maior número de agências e demitiu mais. Foram 1.083 unidades, o que representou uma redução de 24,2% do total de agências existentes no ano anterior. O banco demitiu 7.754, mais da metade das demissões dos cinco maiores bancos do país.
Entre 2012 e 2020, os cinco bancos fecharam 63.077 postos de trabalho (correspondentes a 13,9% do total de trabalhadores/as dessas instituições no início da série). O Banco do Brasil fechou mais postos, tanto em números absolutos (-22.489), quanto em termos relativos (-19,7%).
As Despesas de Pessoal em 2020 tiveram queda média de 4,5% nos cinco bancos, totalizando R$ 96,8 bilhões. O único banco com alta nesse item foi a Caixa. As despesas de pessoal mais PLR na instituição subiram 2,4% totalizando R$ 24,4 bilhões
Ao se comparar o total da Receita de Prestação de Serviços e Tarifas Bancárias com o total das Despesas de Pessoal dos cinco bancos, nota-se que, somente com essa arrecadação, os bancos cobririam entre 108,7% (Bradesco) e 196,8% (Santander) das despesas com funcionários.
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