Bancos públicos menos receptivos que privados

Empresas de pequeno porte só conseguem vida melhor nas cooperativas.

Fatos e Comentários / 19:16 - 20 de mai de 2020

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A dificuldade de pequenas empresas obterem crédito no Brasil é histórica. Com a crise, a retração dos bancos é ainda maior, deixando as linhas de financiamento propostas pelo Governo Bolsonaro no papel. Novidade é onde encontram maior resistência. Analisando a procura de crédito junto aos agentes financeiros, a 3ª Pesquisa do Impacto do Coronavírus nos Pequenos Negócios realizada pelo Sebrae mostrou que os empresários recorreram mais aos bancos públicos (63%), seguidos dos bancos privados (57%) e cooperativas de crédito (10%).

Entretanto, avaliando a taxa de sucesso desses pedidos, o estudo do Sebrae mostrou que as cooperativas de crédito lideram na concessão de empréstimos (31%) e, na sequência, aparecem os bancos privados (12%) e os bancos públicos (9%).

As instituições estatais foram a principal alavanca para impedir uma catástrofe maior na economia, como ocorreu em 2008/2009. Agora, depois de cinco anos e meio de ministros fundamentalistas à frente da Fazenda/Economia, performam (no jargão ao gosto de seus dirigentes) pior do que os bancos privados.

 

Sem copyright

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), exibe nas redes a economia de R$ 2,5 milhões anuais em manutenção dos jardins do Centro Administrativo (elefante branco deixado de herança por Aécio Neves, indiciado no início do mês por superfaturamento na construção).

A fórmula de Zema para a economia é utilizar detentos do sistema prisional, que conseguem em troca redução na pena. Faltou dar o crédito da ideia a Wagner Victer, que implantou isso em todos os prédios da Cedae em 2007, quando presidia a companhia de saneamento do Rio de Janeiro.

Zema precisa mesmo beber em boas iniciativas administrativas. Nesta terça-feira, ele pagou o 13º – do ano passado.

 

Novo normal

A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes no Rio de Janeiro (Abrasel RJ) lançou uma cartilha preparando os estabelecimentos para quando a reabertura for autorizada. São recomendações, seguindo orientações da Anvisa e da OMS, com sugestões como separação mínima de 1 metro entre as cadeiras ou 2 metros entre as mesas, reforço na higienização (inclusive das comandas individuais em cartão) e cardápios digitais ou ao menos plastificados.

O documento gratuito pode ser baixado aqui.

 

Sem crise

Enquanto o mundo discute como minimizar os impactos da pandemia, o Senado brasileiro toca um concurso para contratar ainda este ano mais 40 funcionários.

 

Gripezinha

Dirigentes do Flamengo parecem não ter assimilado lições com a morte de 10 jovens da base no incêndio no Ninho do Urubu, há 1 ano. Contrariando Prefeitura e Governo do Rio, recomeçaram os treinos do time principal nesta terça-feira, mesmo dia em que se reuniram com Bolsonaro.

 

Rápidas

Desde 15 de maio, a Associação de Supermercados do Rio (Asserj) distribui máscaras descartáveis para empregados e clientes que esquecerem o acessório. A previsão é distribuir 50 mil unidades apenas na capital *** Nesta quinta-feira, às 20h, o presidente do ICRio, Leandro de Matos Coutinho, e o CEO do Grupo Epicus, Sérvulo Mendonça, debatem “Compliance em tempos de Covid 19: contratações públicas sem licitações” *** Até o final de maio, o Passeio Shopping oferecerá uma série de dicas para toda família no Facebook *** O Sistema Fecomércio RJ, através de seu projeto social Mesa Brasil Sesc, passou a contar com o apoio do Comando Conjunto Leste. A unidade militar atuará na logística de arrecadação e distribuição de alimentos e material de higiene a pessoas em situação de vulnerabilidade social *** A Megamatte põe em debate possíveis soluções pós pandemia, em mais uma edição do Web Mega Talks, com Julio Monteiro, CEO da rede, Dario Neto, diretor do Instituto Capitalismo Consciente Brasil, e Patrícia Sanches, coordenadora de Responsabilidade Social e Sustentabilidade da Claro. Nesta quinta-feira, ao meio-dia, no canal da rede no Youtube *** O Hospital Unimed Volta Redonda passou a fazer parte grupo Coalizão Covid Brasil, que reúne hospitais que estão conduzindo estudos para o tratamento do coronavírus. Participam da iniciativa estabelecimentos como Hospital Israelita Albert Einstein e Sírio-Libanês, além do Ministério da Saúde.

 

 

 

 

 

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