Banguela

Uma empresa que diz acreditar na responsabilidade social – em 25 anos de Brasil se orgulha de ter um programa que beneficiou cerca de 15 milhões de estudantes – a Fiat poderia rever o anúncio do Uno Mille com novo motor. Em outdoors colocados na Linha Vermelha, no Rio de Janeiro, a propaganda afirma que “mais rápido, só se for na banguela”. Como a prática é reprovada pelo Código Nacional de Trânsito e responsável por muitos acidentes nas estradas, seria positivo para a imagem da montadora, não só mudar o anúncio, como fazer outros estimulando a direção segura.

Idioma
Saara Informa, publicação mensal da Sociedade de Amigos das Adjacências da Rua da Alfândega, no Rio, reproduz na edição de agosto carta enviada à entidade pela Casa Civil da Presidência da República – Arquivo Nacional. São tantos erros de português na missiva que o Ministério da Educação deveria ser chamado para colaborar com seus colegas, quem sabe implantando um curso de reciclagem do idioma para o funcionalismo federal.

Liberados
Os membros do Ministério Público que ingressaram na carreira após a promulgação da Constituição de 1988 e estão no exercício pleno exercício das funções podem se filiar a partido político e se candidatar a mandato eletivo, desde que se licenciem do cargo. O entendimento é do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ao responder, em sessão administrativa, terça-feira, consulta do senador Eduardo Suplicy (PT-SP). A decisão foi tomada por unanimidade.

Mais um
O secretário estadual de Fazenda, Fernando Lopes, oficializa hoje, à tarde na ABI, sua candidatura a pré-candidato do PSB ao governo do Estado do Rio de Janeiro. Uma caravana de prefeitos e vereadores do interior está sendo aguardada, bem como membros dos diretórios regionais do PSB, deputados estaduais e federais e militantes do partido. Deputado estadual uma vez e três vezes, federal, Lopes publicou quatro livros sobre economia e lecionou na Fundação Getúlio Vargas e na Coppe.

Aumento
O desejo da Ponte S/A, concessionária que administra a Ponte Rio-Niterói, de aumentar o pedágio em R$ 0,40 além do reajuste previsto em contrato é um caso típico de correção auto-alimentada. A justificativa é de que são necessárias construções de baias para automóveis enguiçados, baias que não estavam previstas no contrato de concessão. Essas obras só se tornaram obrigatórias porque a empresa redividiu a ponte em quatro estreitas pistas, sem acostamento. Se tivesse implantado a chamada “mediana móvel” (sistema que permite inverter as faixas de rolamento, de acordo com a necessidade de tráfego em cada sentido) previstas na licitação, as baias poderiam não ser necessárias.
Para quê?
Só para lembrar: há quatro anos o pedágio da Ponte Rio-Niterói teve aumento de R$ 0,01 acima do que rezava o contrato para custear obras não previstas. Entre outras perfumarias, a mais importante era a colocação de sinalização eletrônica nas ruas do Rio e de Niterói informando sobre as condições de tráfego da ponte. Um doce para quem encontrar alguma dessas placas funcionando – uma das poucas instaladas, em Niterói, se limita a pedir que se use cinto de segurança. O aumento continua pesando no bolso do usuário e sendo reajustado anualmente. Com a palavra, o DNER, teoricamente fiscal da concessão.

Gogó
Esta semana, Ciro Gomes voltou a acusar o presidente FH de conivente com a corrupção. Na primeira vez, FH ameaçou processá-lo, mas ficou na promessa. Pelo visto, Ciro aposta em que o tucano repita o comportamento exibido em episódio semelhante envolvendo o ex-senador Antonio Carlos. Depois de, em público, se dizer indignado com a afirmação de ACM de que “não o deixaria roubar”, FH engavetou o processo.  

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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