Barra é o bairro mais procurado para se comprar imóvel, pelo quinto ano seguido

Em todo o país, vendas de imóveis novos crescem 18,5% e superam 171 mil unidades no acumulado 11 meses de 2024

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Barra da Tijuca (Foto: Barrazine/CC BY 2.0)
Barra da Tijuca (Foto: Barrazine/CC BY 2.0)

Estudo do Data Zap, que apresenta um parâmetro do mercado de imóveis no Rio de Janeiro, destaca a Barra da Tijuca, na Zona Oeste, como bairro líder em procura para compra residencial (9,97%) na capital fluminense nos últimos 12 meses até janeiro. É o quinto ano consecutivo que a localidade lidera nesse ranking.

Na sequência, com 9,61%, aparece Copacabana, na Zona Sul da cidade, bairro que lidera em locação, com 10,61%.

“A análise da participação de cada bairro em relação ao total de cliques em anúncios mostra que o padrão espacial de demanda por imóveis no Rio de Janeiro, tanto para venda quanto para locação, continua sendo em direção ao mar, uma vez que as regiões próximas ao litoral são mais buscadas em relação às mais afastadas”, afirma Paula Reis, economista do Data Zap.

Completando o ranking dos cinco bairros mais procurados na capital fluminense, estão Jacarepaguá (6,34%), Recreio dos Bandeirantes (6,30%) e Tijuca (4,72%). A maior variação positiva de leads (cliques em anúncios) nos últimos 12 meses foi de Copacabana, com aumento de 1,72 p.p. em comparação com o ano anterior. Já o Recreio teve a variação negativa mais expressiva, com -1,51 p.p.

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Nos últimos quatro anos, Copacabana tem se destacado por avançar mais posições no período, saindo do quinto lugar, em 2021, para a atual vice-liderança. Flamengo também subiu três colocações: esteve em 10º de 2021 a 2023 e galgou a sétima posição em 2025.

O Radar Imobiliário também apresenta a variação dos preços de vendas no Rio de Janeiro, que teve uma valorização de 3,40% no acumulado em 12 meses, inferior à média nacional de 7,98%.

Quando avaliados os imóveis à venda no Rio de Janeiro, o estudo revela preferências por área útil de até 50 m² (31%) e de 50 a 70 m² (26%). Quanto ao número de dormitórios, opções com um quarto tiveram acréscimo de 4 p.p. em relação a 2024, alcançando 38% das buscas. Já a procura por unidades com dois quartos manteve-se estável, registrando 34% em 2024.

O Radar Imobiliário também identificou imóveis sem suíte como os mais procurados entre as propriedades à venda, representando 40% da preferência. As opções sem vaga de garagem são as mais buscadas, somando 41%, aumento de 9 p.p. na comparação com 2024. Já os imóveis com uma vaga representam 28% do interesse.

Na categoria de imóveis para alugar no Rio de Janeiro, além de Copacabana, o ranking dos cinco bairros mais desejados é composto por Botafogo (9,76%), Barra da Tijuca (7,81%), Tijuca (6,66%) e Flamengo (5,58%), que ocupam respectivamente segunda, terceira, quarta e quinta posição. Enquanto Botafogo apresentou maior variação de leads (cliques em anúncios) nos 12 meses, com alta de 1,70 p.p., o Recreio dos Bandeirantes, também em locação, registrou a variação negativa mais expressiva, desta vez com -2,48 p.p.

Ao avaliar a evolução do top 10 dos bairros mais procurados para locação no Rio de Janeiro nos últimos cinco anos, nota-se que Botafogo subiu da sexta colocação em 2021 para a vice-liderança atual. Já o Recreio dos Bandeirantes, que em 2021 e 2022 ocupou a primeira posição, caiu para o sexto lugar em 2025.

Ao avaliar os preços de locação, o Rio de Janeiro registra variação acumulada de 7,86% no período de 12 meses, abaixo da média nacional, que ficou em 13,16%.

“Entre junho de 2022 e março de 2024, os aluguéis da cidade se elevaram mais rapidamente do que a média brasileira. Desde então, os reajustes da capital fluminense estão abaixo da média do Brasil”, diz Paula Reis.

As características mais buscadas por potenciais locatários são imóveis de até 50 m² (30%) e de 50 a 70 m² (26%), ambos com ligeiro crescimento de 2 p.p. em comparação com o ano anterior. Em relação ao número de quartos, opções com um dormitório lideram com 46% de interesse.

Ainda segundo o estudo, há um interesse maior por imóveis para locação sem suíte, com 38%, mantendo-se estável em comparação com 2024. Por outro lado, buscas por unidades com duas suítes tiveram aumento de 7 p.p. em 2025, alcançando 24%. Já a preferência por uma suíte caiu 3 p.p., fechando em 31%. Opções sem vaga de garagem seguem praticamente estáveis, com 41%, enquanto duas vagas tiveram aumento de cinco p.p., ficando em 23%.

Já estudo elaborado com dados de 20 empresas do setor pela Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) e pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) apontou que as vendas de novos imóveis cresceram 18,5% no acumulado de janeiro a novembro de 2024, ante ao mesmo período do ano anterior, totalizando 171.567 unidades comercializadas, conforme apontado pelo indicador Abrainc-Fipe.

As vendas do Minha Casa Minha Vida (MCMV) apresentaram crescimento significativo de 23% em unidades comercializadas, acompanhado de um aumento de 19,2% no valor das vendas. Os lançamentos deste segmento também apresentaram desempenho positivo, com aumento de 36,4% na comparação com mesmo período do ano anterior. O desempenho reforça que esse mercado segue aquecido e com boa opção de financiamento para os consumidores, através do funding FGTS, essencial para o acesso à moradia para famílias de menor renda.

Em relação aos empreendimentos de Médio e Alto Padrão (MAP), o segmento continuou demonstrando crescimento, com aumento de 20,7% no valor de vendas e de 1,9% em volume de unidades. Os lançamentos do segmento MAP também cresceram, com elevaçãode 19% no VGV lançado e de 9,9% na quantidade de unidades. Apesar dos juros elevados, que impactam esse segmento, especialmente a classe média, os resultados demonstram a solidez e a demanda existente no mercado de média e alta renda.

“Apesar dos desafios dos juros elevados e funding mais caro, continuamos otimistas com o crescimento do setor no Brasil. Os nossos indicadores vêm apontando todo mês novos recordes de vendas e lançamentos. Porém, para que o mercado imobiliário continue com resultados positivos, que impulsionam a economia e a geração de empregos, é muito importante a redução da taxa Selic ea ampliação das fontes de fundingdo setor, garantindo taxas acessíveis de financiamento”, afirma Luiz França, presidente da Abrainc.

O índice de distrato sobre venda para o MAP fechou em 11,5%, mantendo-se em patamares baixos após a regulação de distratos, aprovada em 2018, quando o índice era de cerca de 40%.

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