O Banco Popular da China (PBoC, o Banco Central do país) injetou dinheiro no sistema bancário via operações de recompra reversa (reverse repos) para manter a liquidez na quarta-feira.
A instituição injetou 120 bilhões de iuanes (US$ 16,8 bilhões) no mercado por meio de acordos de recompra reversa de sete dias a uma taxa de juros de 2,2%.
A medida é para manter a liquidez no sistema bancário em um nível razoavelmente suficiente, de acordo com informe do próprio BC.
Nenhum acordo de recompra reversa venceu na quarta-feira.
Um acordo de recompra reversa é um processo no qual o Banco Central compra valores dos bancos comerciais por licitação, com um acordo para vendê-los de volta no futuro.
O Banco Central da China prometeu em seu relatório de política monetária do primeiro trimestre que intensificará ajustes anticíclicos para apoiar a economia real, tornará a política monetária prudente mais flexível e apropriada e continuará a aprofundar as reformas da taxa de juros orientada para o mercado e do sistema de formação cambial do iuane.
Ontem, o PBoC havia anunciado que aumentaria os ajustes anticíclicos, aprofundaria ainda mais a reforma das taxas de juros dos empréstimos e promoveria a queda das taxas de empréstimos reais.
Yi Gang, presidente do BC, disse que os fundamentos econômicos do país para um crescimento sólido e sustentável permanecem inalterados, apesar das incertezas, reiterando que o Banco Central seguirá uma política monetária prudente de maneira mais flexível e apropriada.
A instituição prometeu encontrar um equilíbrio entre a contenção de epidemia, a restauração da atividade econômica e o controle de riscos, intensificar os ajustes anticíclicos e promover constantemente o trabalho de eliminar riscos, disse Yi em uma entrevista a Financial News e China Finance, jornal e revista subordinados ao PBoC.
Yi observou que o Banco Central usará uma variedade de ferramentas de política monetária e desenvolverá novas para manter a ampla liquidez e garantir que a oferta monetária M2 e o financiamento agregado cresçam a taxas notavelmente mais altas que no ano passado.
A epidemia da Covid-19 foi um duro golpe para o desenvolvimento econômico e social da China, com o crescimento do PIB contraindo 6,8% no primeiro trimestre de 2020.
Para reforçar a economia real, o PBoC reduziu o índice de reservas compulsórias para instituições financeiras três vezes nos primeiros cinco meses deste ano, liberando um total de 1,75 trilhão de iuanes (US$ 245,44 bilhões) para o sistema bancário.
Yi alertou que os bancos do país podem enfrentar um aumento no índice de inadimplência e pressão para liquidar dívidas incobráveis, acrescentando que o país apoiará os bancos, especialmente pequenos e médios credores, a reabastecerem o capital por meio de múltiplos canais e melhorarem a administração para intensificar a capacidade de lidar com empréstimos ruins.
Com informações da Agência Xinhua
















