BC faz ‘revisão’ no câmbio contratado e diferença é 3x o rombo da Americanas

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Rapaz passando em frente à sede do Banco Central do Brasil (BCB)
Banco Central (foto de Lúcio Távora, Xinhua)

O Banco Central anunciou uma “revisão extraordinária” no câmbio contratado de importação em 2022. A série passou de US$ 238,1 bilhões para US$ 250,9 bilhões, um aumento de US$ 12,8 bilhões. Assim, em vez de o fluxo cambial registrar um resultado positivo de US$ 9,5 bilhões, ficou com um negativo de US$ 3,2 bilhões. A diferença equivale, em reais, a cerca de R$ 65 bilhões, mais de três vezes o rombo divulgado pelas Lojas Americanas com as “inconsistências contábeis”.

Segundo o BC, o problema ocorreu por “falha na rotina de compilação; nem todos os códigos de natureza cambial que entraram em vigor em outubro de 2021 foram incluídos no processo de apuração das estatísticas de câmbio contratado. Assim, algumas naturezas cambiais foram indevidamente desconsideradas”.

Houve também revisão no câmbio contratado de importação em 2021, de US$ 215,4 bilhões para US$ 217,2 bilhões, acréscimo de US$ 1,7 bilhão.

Conforme a Política de Revisão das Estatísticas Econômicas Oficiais Compiladas pelo Departamento de Estatísticas (DSTAT) do Banco Central, revisões extraordinárias “decorrem de erro ou de disponibilização extraordinária de dados, seja nas fontes de informações, seja no processo de compilação. Nesses casos, a revisão deve ser efetuada tão logo identificado o erro ou o novo dado, corrigidas as informações, recompostas as séries e validado todo esse processo”.

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