BC garante cumprir meta de inflação de 2022

Em apresentação nesta sexta-feira em uma conferência promovida pelo banco Goldman Sachs, na capital dos Estados Unidos, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, declarou ser perfeitamente possível colocar a inflação na meta em 2022. Ele afirmou que o BC fará o que for necessário para tanto.

“É perfeitamente possível fazer o trabalho, a menos que outros choques aconteçam, com esse ritmo que estamos mantendo”, declarou Campos Neto. “É importante enfatizar que nossa meta é 2022 e faremos o que for preciso para colocar a inflação na meta nesse horizonte”, disse.

O BC tem reafirmado que prosseguirá com o ritmo de alta de 1 ponto percentual nos juros em sua próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para o fim deste mês. Desde março, quando iniciou o ciclo de aperto, o BC elevou a Selic, taxa básica de juros, em 4,25 pontos, ao patamar atual de 6,25% ao ano.

Conforme a Reuters, a sinalização da autoridade monetária é de que será necessário levar a taxa de juros para patamar “significativamente contracionista” – que atua no sentido de desaquecer a economia – para domar as persistentes pressões inflacionárias.

Para Campos Neto, a manutenção do ritmo de subida nos juros garante ao BC tempo para analisar o cenário. “Vemos que o melhor jeito de atuar é manter o ritmo, entendendo que a (taxa) terminal é o mais importante e o tempo que ganhamos é muito valioso para conseguirmos decifrar as informações no curto prazo e também para entendermos como essa transmissão está acontecendo na curva de juros e como as expectativas estão se comportando, argumentou.

Campos Neto também está em Washington para participar de reuniões do Fundo Monetário Internacional (FMI). Campos Neto afirmou ter observado, a partir desses encontros, que há questionamento global sobre o que está acontecendo com a demanda por bens, por que está havendo esse deslocamento de maior procura por esses produtos e o quanto disso é apenas uma consequência dos recursos que ficaram disponíveis a partir de programas de transferência de renda.

O presidente do BC disse à Reuters que o crescimento da China também é outro tópico que está sendo abordado nas conversas, especialmente quanto ao impacto para economias emergentes de uma desaceleração econômica do país asiático.

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