BC inglês adota maior alta dos juros desde 1995

BoE já havia alertado para alta da inflação e período de recessão; instituição já havia elevado os juros seis vezes desde dezembro.

O Bank of England (BoE, o Banco Central britânico) adotou o maior aumento da taxa de juros em 27 anos nesta quinta-feira, apesar de alertar que uma longa recessão está a caminho, conforme corre para amortecer uma inflação projetada em mais de 13%.

Segundo informações são da Reuters, replicadas pela Agência Brasil, “em meio ao aumento nos preços da energia causado pela invasão russa da Ucrânia, o Comitê de Política Monetária do Banco da Inglaterra votou, por 8 a 1, por um aumento de 0,5 ponto percentual na taxa de juros, para 1,75% – seu nível mais alto desde o final de 2008.”

O BoE já havia alertado que o país enfrentará recessão, “com uma queda de até 2,1% na produção, semelhante a um tombo registrado na década de 1990, mas muito menor do que o impacto da Covid-19 e da crise financeira global de 2008 e 2009. A economia começará a encolher no último trimestre de 2022 e se contrairá durante todo o ano de 2023, o que configuraria a recessão mais longa desde a crise financeira global.”

Segundo os especialistas da Travelex, nesta quinta-feira o mercado aqui no Brasil deve repercutir a decisão de política monetária do Copom de ontem à noite, de subir a taxa Selic em 50 pontos-base. No câmbio poderão ocorrer ajustes em função do dólar perdendo força no exterior, e a decisão de política monetária do BoE também poderão direcionar este mercado.

No mercado local a decisão de elevar a nossa taxa básica de juros em 50 pontos-base pelo Copom, indo de 13,25% ao ano para 13,75% ao ano, deve motivar ajuste de posições no mercado de juros. De acordo com o Copom o país segue crescendo mesmo com a alta dos juros, conforme é indicado por uma série de indicadores de crescimento divulgados desde a sua última reunião. Com isso, a curva de juros tenderá a aumentar a inclinação, com a ponta curta recuando ao passo que a longa avança. Na Bolsa, os ativos podem se beneficiar do tom dovish do Copom e do exterior positivo.

No cenário internacional os contratos futuros de petróleo passam a negociar no positivo após forte queda no dia de ontem. Em Nova Iorque, os índices futuros acionários também negociam no azul, enquanto os rendimentos das treasuries também sobem. Já o índice DXY, que relaciona o dólar com as seis principais divisas, mostram perda de força da moeda americana. Na Europa as principais Bolsas avançam, assim como na Ásia, onde as Bolsas fecharam em alta generalizada nesta quinta-feira, com as tensões geopolíticas diminuindo entre China e EUA, dado o fim da viagem de Nancy Pelosi.

 

Com informações da Agência Brasil, citando a Reuters

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