BC muda formato e concentração bancária parece menor que em anos anteriores

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Fachada de agência do banco Santander (foto divulgação)
Fachada de agência do banco Santander (foto divulgação)

A rentabilidade do sistema bancário continua subindo, se recuperando da queda ocorrida em 2020, e retornou a níveis próximos àqueles observados antes da pandemia. O lucro líquido de R$ 132 bilhões em 2021 foi 49% superior ao registrado em 2020 e 10% acima do observado em 2019. O retorno sobre o patrimônio líquido (Return on Equity – ROE) foi de 15%, próximo aos níveis pré-pandemia. Os dados são do Relatório de Economia Bancária – 2021, divulgado pelo Banco Central.

No ano passado, os cinco maiores bancos – Caixa, Banco do Brasil, Bradesco, Itaú e Santander – concentravam 76,6% dos ativos totais do segmento bancário comercial. Houve uma leve queda na comparação com 2020, quando esse percentual era 77,6%.

O BC, porém, alterou a forma de apresentar a concentração bancária. Em vez de destacar as cinco maiores instituições, divulgou apenas o G4, excluindo a quinta maior (Santander). Com isso, há uma impressão de que a concentração é menor que em outros anos. Os quatro maiores bancos tinham 57,3% dos ativos totais em 2020, número que diminuiu para 56% em 2021. Segundo o Banco Central, essa metodologia é a mais usada mundialmente e aproxima o Brasil dos padrões da OCDE.

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) divulgou nota em que tenta relativizar os bons números alcançados pelo setor bancário enquanto outras empresas ainda sofrem com os efeitos da pandemia. Segundo a entidade, citando dados de uma publicação, entre as mil maiores companhias do Brasil, os bancos ficaram em 18º lugar na rentabilidade setorial no ano de 2021, “ou seja, outros 17 setores foram bem mais lucrativos que os bancos”.

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“Além disso, a última vez que os bancos brasileiros ficaram entre os cinco setores mais rentáveis da economia, exatamente na quinta posição, foi em 2005, há 17 anos. O setor bancário nunca foi o que apresentou a maior rentabilidade na economia brasileira”, sustenta a Febraban.

Sobre a concentração bancária, a entidade garante que o mercado bancário brasileiro tem bastante concorrência. “Há muita confusão entre concentração e falta de competição”, sustenta, afirmando que setores como Mineração, Petróleo/Gás e Papel/Celulose, também intensivos em capital, são mais concentrados que o setor bancário.

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