BC é intocável

O presidente Lula se recusou a escrever o prefácio de um livro sobre reforma política, porque, entre os artigos da obra, se encontrava um em que o sociólogo Francisco de Oliveira criticava a independência do Banco Central. A revelação é feita pelo próprio Oliveira em entrevista à Revista Fórum, que chega às bancas neste fim de semana. Rompido com o governo desde o primeiro ano do Governo Lula, Oliveira contou que o livro era fruto de um grupo que ele coordenava no PT: “O livro seria coordenado por mim, Maria Victoria Benevides e Paulo Vannuchi (atual secretário especial de Direitos Humanos) e o prefácio seria escrito pelo Lula. O recado do Vannuchi é que, se aquele texto do BC saísse, o presidente se negava a assinar o prefácio.”

Também não quero
Ao saber do recado do presidente, Chico Oliveira não renegou seu sangue pernambucano e retrucou de primeira: “Respondi de cara: se ele se nega a escrever um prefácio de um livro que tem um texto meu, eu me nego a escrever num livro que tenha um prefácio assinado por ele”, contou, segundo a revista.

Pau para toda obra
A ser mantido o ritmo de confissões múltiplas paridas por Khaled Sheikh Mohammed em sessões secretas em tribunais militares norte-americanos, detonadas depois de sua passagem por instalações mantidas pela CIA ao redor do mundo, o Governo Bush está muito próximo de resolver alguns dos principais crimes da história dos Estados Unidos. Não se trata da fantasiosa versão sobre a participação de Khaled nos atentados de 11 de Setembro, mas de assuntos tão ou mais nebulosos, como o assassinatos do presidente Kennedy, seu irmão Robert e, quiçá, de Abraham Lincoln: foi tudo culpa da Al Qaeda.

Lacre ameaçador
O Sistema Firjan e o Sindicato da Indústria de Produtos Cosméticos e Higiene Pessoal do Estado do Rio de Janeiro entraram com ação no Tribunal de Justiça para derrubar a chamada Lei do Lacre. “Essa lei impõe uma obrigatoriedade sem paralelo no Brasil ou no exterior, de lacre nas embalagens de cosméticos. O custo desnecessário imposto pela lei tornará os cosméticos do Rio de Janeiro não-competitivos frente aos produzidos em outros estados e no exterior”, alerta a Firjan, que promete ir ao Supremo Tribunal Federal para barrar a iniciativa. Segundo a entidade, a lei ameaça a manutenção dos 5 mil empregos da indústria de cosméticos no estado.

Tudo ou nada
Em 2005, os trabalhadores terceirizados somavam 4,1 milhões de pessoas, quase 16% do total dos empregados do setor privado (26,4 milhões de pessoas). Dez anos antes, eram apenas 1,8 milhão, o equivalente a 9,2% do total. O deputado Roberto Santiago propôs à Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público a criação da Subcomissão Especial Sobre a Terceirização no Trabalho. “Há, tramitando na casa, projetos que propugnam desde a proibição até a total liberação da terceirização no Brasil”, afirma Santiago.
De acordo com estimativas do economista Marcio Pochmann, da Unicamp, citado pela Agência Brasil, “a terceirização representa uma economia de cerca de 7% nos gastos com folha de pagamento e encargos sociais”. Em 2005, esse percentual representou R$ 26 bilhões.

Verde e amarelo
O livro As empresas estatais e o processo de desenvolvimento sustentável: um Brasil dos brasileiros, de Jorge Rubem Folena de Oliveira e Verlene Tavares, põe em xeque o conceito do Estado mínimo e conclama o poder público a reassumir sua qualidade de principal agente das atividades relacionadas à segurança nacional e ao interesse coletivo. O autor propõe à sociedade discutir o papel da empresa pública na economia brasileira. O lançamento será precedido por debate, nesta segunda-feira, às 18h30, na Ordem dos Advogados do Brasil – OAB/RJ (Av. Marechal Câmara, 150 – 9° andar).

Nova visão
No próximo dia 20, o Instituto Varilux da Visão doará 244 lentes para crianças da pré-escola da rede municipal de ensino de Campinas (SP). A ação faz parte do projeto Mais Visão e é uma parceria do Instituto Varilux com o Instituto Penido Burnier. Cerca de 27 mil crianças já passaram pela triagem visual. Dessas, 12,5% foram encaminhadas para consulta, sendo que 2,8 mil são da pré-escola.

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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