Bebidas e alimentos continuam pressionando preços: IPP sobe 1,11% em outubro

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Supermercado (Foto: Tânia Rêgo/ABr)
Supermercado (Foto: Tânia Rêgo/ABr)

Os preços da indústria subiram 1,11% em outubro frente a setembro, terceiro resultado positivo seguido. Nessa comparação, 14 das 24 atividades industriais tiveram aumento de preços. O acumulado no ano (-4,43%) foi o menor já registrado para um mês de outubro desde o início da série histórica, em 2014. O acumulado em 12 meses ficou em -6,13%. Em outubro de 2022, o IPP havia sido -0,86%. As informações foram divulgadas nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O Índice de Preços ao Produtor (IPP) das Indústrias Extrativas e de Transformação mede os preços de produtos “na porta de fábrica”, sem impostos e fretes, e abrange as grandes categorias econômicas.

Segundo o estudo, as quatro altas mais intensas foram: bebidas (6,12%); indústrias extrativas (5,26%); outros equipamentos de transporte (2,19%); e alimentos (2%). Alimentos foi o setor industrial de maior destaque na composição do resultado agregado, na comparação mensal. A atividade foi responsável por 0,48 ponto percentual (p.p.) de influência na variação de 1,11% da indústria geral.

Outras atividades em destaque foram indústrias extrativas, com 0,26 p.p. de influência, bebidas (0,15 p.p.) e refino de petróleo e biocombustíveis (0,10 p.p.).

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O acumulado no ano foi de -4,43%. A título de comparação, no último ano (2022) a taxa acumulada até o mês de outubro havia sido de 5,03%. O valor da taxa acumulada no ano até este mês de referência é o menor já registrado para um mês de outubro desde o início da série histórica, em 2014.

Entre as atividades, as maiores variações acumuladas no ano foram: papel e celulose (-15,48%), outros produtos químicos (-15,18%), indústrias extrativas (14,81%) e refino de petróleo e biocombustíveis (-12,56%).

Já as principais influências vieram de refino de petróleo e biocombustíveis (-1,51 p.p.), outros produtos químicos (-1,33 p.p.), alimentos (-0,94 p.p.) e indústrias extrativas (0,64 p.p.).

O acumulado em 12 meses foi de -6,13% em outubro. No mês anterior, esse mesmo indicador havia registrado taxa de -7,97%. Os setores com as quatro maiores variações de preços na comparação de outubro com o mesmo mês do ano anterior foram: outros produtos químicos (-21,11%); refino de petróleo e biocombustíveis (-16,54%); papel e celulose (-14,37%); e metalurgia (-10,67%).

Os setores com maior influência no resultado agregado foram: refino de petróleo e biocombustíveis (-2,04 p.p.); outros produtos químicos (-1,95 p.p.); alimentos (-1,02 p.p.); e metalurgia (-0,66 p.p.).

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