Bicentenário França-Brasil ganha exposição na Biblioteca Nacional

Mostra, que integra a programação do Rio Capital Mundial do Livro, entra em cartaz dia 25/11, na Biblioteca Nacional, com entrada gratuita.

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Brigitte e Pelé (Imagem -Divulgação Exposição)

A Temporada França-Brasil 2025, iniciativa dos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Emmanuel Macron para comemorar o 200º aniversário da relação diplomática e aprofundar a cooperação bilateral, terá como ponto alto a exposição “França-Brasil: 200 anos de relações políticas e poéticas”.

A mostra, que integra a programação do Rio Capital Mundial do Livro, entra em cartaz dia 25/11, na Biblioteca Nacional, com entrada gratuita. A realização é fruto de parceria entre a Fundação Biblioteca Nacional (FBN) – vinculada ao Ministério da Cultura (MinC) – a Biblioteca Nacional da França, a Prefeitura do Rio de Janeiro, o Institut Français, a Embaixada da França no Brasil, o Instituto Guimarães Rosa e o Itamaraty.

A exposição reúne cerca de 130 itens de acervos da FBN e de instituições francesas: Bibliothèque Nationale de France, Archives Nationales e Ministério da Europa e dos Assuntos Estrangeiros.

Além de documentos escritos, a mostra conta com documentos audiovisuais oriundos do Institut National de l’audiovisuel e uma playlist. A curadoria é da historiadora da Université Paris 8, Armelle Enders, da historiadora da Universidade Federal Fluminense, Giselle Venancio, e da bibliotecária e coordenadora de acervos especiais da FBN, Mônica Carneiro Alves.

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Entre as obras de instituições francesas está o Tratado de Amizade (1826) que oficializa, pela primeira vez, as relações diplomáticas entre os dois países; o hino “La Marche Triomphale de Counani”, da efêmera República entre Brasil e Guiana Francesa (1890); o cartaz do primeiro voo comercial transatlântico entre França e Brasil (1934); e, ainda, vídeos pouco conhecidos com entrevistas de exiliados políticos na França durante a ditadura militar.

Entre as obras do acervo da FBN encontram-se, na abertura, o livro raro “Histoire d’un voyage faict en la Terre du Bresil” (1587), de Jean de Léry – em contraponto/diálogo com a primeira edição de “Tristes trópicos”, de Claude Levi-Strauss, na conclusão; a gravura “Panorama do Rio de Janeiro” (séc. XIX), de Friedrich Salathé; e o exemplar da revista “O Mundo Ilustrado” (1963) sobre a “Guerra das Lagostas” – pitoresco incidente diplomático que envolveu os governos brasileiro e francês acerca da pesca ilegal de lagostas no litoral nordestino.

Relações políticas e poéticas

Qual a razão dos vilões bilionários das novelas brasileiras quererem fugir para Paris? Será que os vilões das novelas francesas querem se refugiar no Brasil? São algumas dessas perguntas, entre várias, que a exposição procura responder, questionando não somente as relações diplomáticas entre os países, como também os imaginários recíprocos.

A exposição tem como foco as relações franco-brasileiras, não se limitando à história diplomática e à presença francesa no Brasil. O objetivo é comparar, contrastar e examinar as simetrias e assimetrias dessa relação e como elas evoluíram ao longo do tempo – bem como destacar figuras ou grupos menos conhecidos e emblemáticos da relação França-Brasil, como as relações entre a Guiana Francesa e o norte do Brasil.

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