Bichos de estimação influenciam compra de imóvel

O chamado "mercado pet" deve faturar R$ 49,9 bilhões neste ano; alimentação lidera crescimento.

Estudo realizado pelo Conselho Federal de Corretores de Imóveis, em média 63% das pessoas têm ou gostariam de ter um animal de estimação. Segundo o levantamento, bichos de estimação podem influenciar – positivamente ou negativamente – na compra de um imóvel.

“Em alguns casos o cliente possui mais de um animal, então a casa facilita muito, porque tem como comportar os espaços e confortos necessários. Já para aqueles que optam pelo apartamento, o lugar geralmente é menor e não permite o convívio de muitos animais”, afirma o diretor de Operações da incorporadora JS, Leucimar Ceron.

De acordo com dados da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet), o Brasil possui mais de 139 milhões de animais domésticos, sendo o terceiro país do mundo com maior população bichana.

O mercado de pets tem registado um aumento significativo nos últimos anos e isso exige alguns cuidados para eles. Além dos essenciais, principalmente cães e gatos requerem mais espaço, fazendo com que os donos optem por morar em casas, que oferecem mais conforto aos proprietários e aos animais”, aponta Ceron.

Durante a pandemia, a pesquisa nacional Radar Pet 2021, realizada em abril deste ano pela Comissão de Animais de Companhia (Comac), mostrou que 30% dos cães e gatos foram adotados por conta da necessidade de isolamento social. Uma tendência também percebida pelo estudo da JS, que por conta deste e de inúmeros outros fatores econômicos, tem registrado um crescimento considerável de vendas em seus loteamentos e condomínios horizontais.

Segundo o Portal Giro News, o setor de produtos e serviços para animais de estimação deve chegar a um faturamento de R$ 49,9 bilhões em 2021, com crescimento de 22,1% em relação ao ano passado.

“A projeção, feita pelo Instituto Pet Brasil, calcula o valor total do ano com base no primeiro semestre. O segmento de pet food deve representar R$ 26,8 bilhões, ou 53% do faturamento. Os produtos de higiene e bem-estar animal deverão corresponder a R$ 2,7 bilhões, com 5,6% do mercado e 19,3% de crescimento. Segundo a entidade, pet shops pequenos e médios continuam sendo o principal canal de acesso aos produtos, representando 48% das vendas do setor.”

 

Com informações do Portal Giro News

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