Biden quer salário mínimo de US$ 15 por hora

EUA não concederão contratos governamentais a empresas que não fabriquem produtos no país.

Internacional / 14:38 - 17 de nov de 2020

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O resultado inicial dos esforços de transição do presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, pode ser indício de melhorias na economia, fortemente afetada pela Covid-19. O jornal New York Times destacou nesta terça-feira uma reunião entre Biden e líderes empresariais e trabalhistas em que estes expressaram sua vontade de cooperar para fixar indicadores nacionais. Ao sair da reunião, o democrata garantiu que os representantes sindicais estavam “prontos para se unir para avançar como nação”.

Biden disse que planeja buscar “uma estrutura tributária mais justa” e acrescentou que deseja um salário mínimo de US$ 15 por hora em todo o país. O democrata frisou que não serão concedidos contratos governamentais a empresas que não fabriquem produtos nos Estados Unidos.

Segundo Biden, a economia sofreu a perda de milhões de empregos durante a pandemia de coronavírus, responsável pela morte de cerca de 255 mil pessoas no país. “Estamos entrando em um inverno muito sombrio. As coisas ficarão muito mais difíceis antes de ficarem mais fáceis”, disse em conferência em Wilmington, Delaware.

Sobre as consequências da administração do presidente Donald Trump não cooperar com a equipe de transição na luta contra a pandemia, o presidente eleito foi enfático: “Mais pessoas podem morrer se não coordenarmos. Acho isso mais embaraçoso para o país do que debilitante para minha capacidade de começar”.

Biden quer ainda cooperação bipartidária contra a pandemia e pediu ao Congresso a aprovação de uma legislação de alívio à pandemia. As negociações sobre a lei foram paralisadas por meses antes das eleições de 3 de novembro.

#Da Prensa Latina

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