Os controladores da Biomet Inc. concordaram em pagar mais de US$ 22 milhões para se livrar das acusações da Securities and Exchange Comissiom (SEC) e também das acusações criminais anunciadas pelo Departamento de Justiça norte-americano, devido aos subornos que a empresa e suas quatro subsidiárias pagaram a médicos e funcionários de hospitais para colocar seus produtos nos Estados Unidos, Brasil, China e Argentina.
As investigações mostraram que a Biomet EUA, subsidiária da Biomet, se utilizou de distribuidor para subornar médicos dos hospitais públicos brasileiros, pagando-lhes de 10% a 20% do valor das compras. O engraçado é que esses pagamentos foram discutidos abertamente na comunicação entre o distribuidor, funcionários, executivos e auditores internos nos EUA, como prova o memorando interno de fevereiro de 2002 encontrado pelas autoridades. Enquanto isso, os funcionários da Biomet Argentina pagaram propina de 15% a 20%, se utilizando de faturas falsas para justificar os pagamentos e os registraram como “honorários de consultoria” ou “comissões”.
A Biomet China e Scandimed AB venderam dispositivos médicos através de um distribuidor chinês que, começou os trabalhos em 2001 e com a seguinte mensagem: “(Doutor” é o chefe do departamento de (hospital público). (Doutor) utiliza cerca de 10 quadris e joelhos por mês e está em tendência de alta, como nos disse durante o jantar, há uma semana. … Muitos cirurgiões-chave em Xangai são amigos seus. Uma palavra amável sobre Biomet dele vai um longo caminho para nós. O jantar foi marcado para a noite do dia 24. Vai ser bom. Mas o jantar de lado, eu tenho que mandá-lo para a Suíça para visitar a sua filha”. Lá a Biomed pagou comissão de 25% em dinheiro e patrocinou a viagem de 20 cirurgiões chineses para Espanha, em 2007, na qual uma boa parte foi dedicada ao turismo e entretenimento.
As investigações da SEC mostraram o seguinte: os médicos brasileiros se contentam com as menores propinas, ou seja 10%, os argentinos exigem no mínimo 15%, enquanto os chineses sabem cobrar, 25%.
CPFL conclui compra de parques eólicos
A CPFL Renováveis concluiu a aquisição da totalidade das ações dos quatro parques eólicos da Cobra Instalaciones y Servicios, anunciada em 13 de janeiro. Com potência instalada total de 120 megawatts (MW), os empreendimentos estão localizados no município de Palmares do Sul (RS). A compra dos parques ocorreu com a compra das ações das Atlântica I, II, IV e V, responsáveis pelas usinas eólicas e que têm autorização para produção independente pelo prazo de 35 anos.
GE investirá US$ 10 bi em usinas da Nigéria
A General Electric vai investir US$ 10 bilhões em novas usinas de eletricidade na Nigéria, nas quais terá participações de 10% a 15%. O empresa norte-americana fez o acordo com o governo e vai se aliar a parceiros do setor elétrico para participar da futura privatização do dilapidado setor de eletricidade nigeriano.
Tepco fecha seu último reator nuclear
A Tokyo Electric Power, operadora da usina de Fukushima destruída pelo tsunami no ano passado, fechou o seu último reator nuclear em operação para manutenção, que é o último para fornecimento ao frágil setor de energia do Japão. O Japão tem 54 reatores, mas o maremoto provocou a pior crise nuclear do mundo nos 25 anos de atividade da usina de Fukushima e o país não tem sido capaz de reiniciar os reatores que foram submetidos a manutenção, devido a preocupações de segurança pública.
A Tepco desligou o reator número 6 da usina de Kashiwazaki Kariwa, a maior do mundo, levantando preocupações sobre uma crise de energia neste verão, quando a demanda aumentará devido ao clima quente. Dos 17 reatores de propriedade da Tepco, que fornecem eletricidade para cerca de 45 milhões de pessoas na região de Tóquio, todos os seis de Fukushima Daiichi estão desligados, assim como outros quatro da vizinha Fukushima Daini. O ultimo reator em funcionamento, o Tomari número 3 da Hokkaido Electric, está programado para ser desligado em 5 de maio para manutenção.
Galp descobre gás em Moçambique
O consórcio, no qual a Galp Energia tem 10%, fez uma descoberta de grande dimensão de gás natural em Mamba North East-1, na bacia do Rovuma, em Moçambique. Os italianos da ENI estão contentes, pois isso aumenta o valor da participação na petrolífera portuguesa.
La Caixa e Banca Cívica estudam fusão
Os bancos espanhóis La Caixa e Banca Cívica estão em negociações para uma possível fusão. Se aprovada, a operação poderá criar o maior banco da Espanha em ativos, com 340 bilhões de euros, ultrapassando o BBVA e o Santander. O negócio, que terá que passar pelos conselhos dos dois bancos, deve ser fechado após semanas de negociações.
O banco La Caixa deverá pagar menos de 2,2 euros por ação para absorver a Banca Cívica, que foi o preço de fechamento no pregão da última sexta-feira. A operação levou a Comissão Nacional de Mercado de Valores a suspender as negociações com as ações das duas instituições no pregão da Bolsa de Madri nesta segunda-feira.















