Biscoito somou US$ 48,9 milhões em produtos exportados

Internamente, alimento está presente em 99% dos lares e registra 1,5 milhão de toneladas consumidas.

Levantamento da Kantar WorldPanel por encomenda da Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados (Abimapi) mostra que, pelo menos, 99,7% das famílias brasileiras consumiram biscoitos em 2020. Mesmo com as estatísticas quase batendo 100% de penetração nos lares brasileiros, o alimento teve crescimento de consumo em 2021, 0,1 ponto percentual para biscoitos (500 mil lares), quem acompanha o setor aponta que quando um alimento ultrapassa 70% de penetração, ele já é consolidado e, como hábito, não retrocede.

Um dos fatores que ajudam a explicar esse movimento de maior penetração e consolidação do produto é o fato de que o auxílio emergencial, que movimentou a economia brasileira, foi usado prioritariamente para a compra de alimentos, conforme a pesquisa da Kantar. O levantamento aponta que dois a cada três reais do auxílio foi utilizado para comida. Ao todo, 66% de quem recebe auxílio emergencial direciona esse dinheiro para alimentos e bebidas.

A indústria de biscoitos atingiu R$ 20 bilhões e 1,5 milhão de toneladas de produtos, aumento de 6% em faturamento e 2% em volume de vendas em 2020 na comparação com 2019 (R$ 18,9 bilhões e 1,49 milhão de toneladas), respectivamente. A alta foi distribuída em tipos variados como Maria e maisena, waffer, recheado doce, biscoito palito e água e sal.

O biscoito também alcançou o número de US$ 48,9 milhões em exportações no primeiro semestre. No total, houve 11,4% de crescimento em valor frente a 2020, representando um aumento em volume de 15,2% no mesmo período, somando pouco mais de 30 mil toneladas de produtos vendidos ao exterior, na comparação com o comercializado em igual período do ano passado (janeiro a junho).

O resultado é consequência do trabalho desenvolvido pelos empresários do setor em conjunto ao projeto setorial de fomento às exportações Brazilian Biscuits, Pasta and Industrialized Breads & Cakes, mantido pela Abimapi, em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).

No Brasil estão os principais players do mundo na categoria de biscoitos. O país está entre os 20 maiores fornecedores globais de mais de 30 tipos de biscoitos, em sua maioria doces sem coberturas, classificados no mesmo NCM (código do Mercosul) 19053100. Destacam-se os biscoitos recheados nos seus mais diversos sabores, formatos e marcas, a categoria mais fabricada pelo Brasil.

Considerando apenas o segmento de wafers, o Brasil é ainda melhor no mercado externo, entre os 15 maiores exportadores do mundo. Os biscoitos wafers têm fortalecido a presença de marcas brasileiras no exterior porque é, ainda, uma categoria em desenvolvimento e oportunidades de expansão em diversos mercados, diferente do Brasil em que já está consolidada. Exploram-se diferentes formatos em sabores tradicionais como chocolate, morango e baunilha, além de sabores tropicais como limão, coco, abacaxi e maracujá e, ainda, amendoim e nozes.

Apesar da pandemia e a atual situação econômica do país, além dos fortes impactos da crise no transporte marítimo global e a alta do preço da farinha, a desvalorização do real refletiu favoravelmente nas exportações da categoria de biscoitos.

Até o final deste ano, a Abimapi espera um crescimento médio de 15% a 10%, respectivamente em valor e volume. A expectativa é atingir a cifra de US$ 100 milhões em faturamento e 60 mil toneladas a depender da estabilidade tanto cambial, quanto da logística com regularização de embarques e redução dos custos de frete internacional especialmente no transporte marítimo.

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