Bitcoin pode valorizar nos próximos meses

Para especialista, oscilações fazem parte do mercado financeiro como um todo e muitas estratégias são adotadas por investidores.

O bitcoin passou por períodos de instabilidades neste mês de julho com frequentes cotações e operando muito abaixo da conquista histórica que teve em meados de abril, quando atingiu a um valor aproximado de US$ 64 mil.

A criptomoeda, entretanto, voltou a demonstrar leves sinais de valorização após declarações feitas por Elon Musk, CEO da Tesla e da SpaceX, no evento online The B Word, ocorrido na última quarta-feira, com participação também de Jack Dorsey, CEO do Twitter.

Musk afirmou que suas empresas têm bitcoin e revelou ainda que é muito provável a Tesla voltar a aceitar bitcoin como forma de pagamento desde se confirme que a mineração trabalhe com cerca de 50% ou mais de energia renovável.

Para Tasso Lago, especialista em criptomoedas e fundador Financial Move, essas oscilações fazem parte do mercado financeiro como um todo e muitas estratégias são adotadas pelos investidores, sejam eles considerados do “varejo” como também os “institucionais”.

O especialista explica que mesmo em uma sequência de queda nos últimos dias e a leve recuperação atual, há expectativa para a retomada ficar cada vez mais positiva. “Existem dados fundamentalistas apontando que o mercado de bitcoin está voltando para um cenário mais positivo, ou seja, uma onda de alta” diz Tasso Lago.

“Ao fazer uma análise fundamentalista do mercado de criptomoedas desde janeiro deste ano, é possível entender que está entrando muito bitcoin nas corretoras. A faixa em vermelho demonstra a fase em que as pessoas retiram a criptomoeda. Estrategicamente quando se faz isso, é possível antecipar a alta, pois ao retirar o bitcoin ele se torna mais escasso, como a famosa lei da oferta e demanda”, analisa o especialista.

“No atual momento é possível perceber que as pessoas estão comprando a criptomoeda e sacando para colocar em Hold, para guardar por um tempo crescente. E isso resulta na escassez da moeda digital e a tendência é fazer com que o valor do bitcoin tenha elevação”.

Na quarta-feira da semana passada, o Banco Central Europeu (BCE) divulgou que pretende criar o euro digital ou Central Bank Digital Currency – CBDC. De acordo com os especialistas da Mercurius Crypto, casa de análise e pesquisa em criptoativos, a criptografia torna os processos mais baratos, rápidos e seguros e o euro digital será uma ótima prova deste conceito e poderá expandir a utilização desse tipo de ativos.

Para Gabriel Bearlz, gestor de portfólio da Mercurius, os bancos serão os mais beneficiados com essa novidade, pois poderão exercer maior controle fiscal da população e reduzir os índices de sonegação de impostos, bem como os custos com emissão de moedas, entre outras dezenas de vantagens.

Ao anunciar a novidade, o Banco Central Europeu exaltou que a infraestrutura do euro digital terá um consumo energético substancialmente menor que o bitcoin. De acordo com o especialista, não é possível comparar o euro digital com o bitcoin, pois são dois projetos completamente distintos.

Bearlz ressalta que uma criptomoeda com um mecanismo de validação centralizado terá um consumo energético menor e, consequentemente, uma matriz energética renovável, pois cabe a um órgão específico a alocação dos validadores, o que, evidentemente, não é o caso do bitcoin. Já o bitcoin, explica o especialista, ao contrário do euro digital, possui um mecanismo de validação descentralizado, o que faz com que a segurança da rede aumente. Neste caso, há uma necessidade de dispêndio de capital energético ainda maior para fraudar uma transação, o que torna a investida quase impossível. “É a essência do ativo, não foi feito para ser escalável”, diz Gabriel Bearlz.

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