O marketing de influência tem papel fundamental no processo de decisão de compra e criação de conexão entre consumidores e marcas. É o que revela a pesquisa “A Black além da Black”, desenvolvida pela Spark em parceria com a MindMiners, para mostrar a potência dessa estratégia no mercado. O levantamento indica que 36% afirmaram ter realizado alguma compra por recomendação de influenciadores durante a data comercial. No decorrer do ano, 58% dos seguidores disseram ter comprado algum produto ou serviço por influência.
A análise aponta que 86% dos entrevistados têm o hábito de fazer compras nesse período – desse total, 36% compram sempre ou frequentemente. Entre as categorias de produtos, os mais adquiridos são equipamentos eletrônicos (58%), vestuário e acessórios (56%), eletrodomésticos (43%), beleza e cuidados pessoais (40%), livros (31%), casa e decoração (31%), alimentos e bebidas (28%), artigos esportivos (22%), entre outros.
O estudo ainda traz o mapa da influência, que registra informações como o alcance dos influencers e o nível de confiança dos seguidores. O Instagram lidera o ranking de redes sociais que as pessoas escolhem para acompanhar os influenciadores, com 85%. Atrás dele, aparecem YouTube (50%), TikTok (33%), Facebook (25%) e X – antigo Twitter – (19%).
Em relação ao nível de confiança transmitido pelos profissionais nas plataformas digitais, 26% dos entrevistados classificaram como “muito alto”, 38% como “alto” e 32% responderam como “médio”. Portanto, concluiu-se que 64% das pessoas que seguem influenciadores depositam um alto nível de confiança neles.
O estudo também analisou os conteúdos que despertam interesse de compra. Entre eles, review (análise detalhada de produtos) está em primeiro lugar (55%). Em seguida, os participantes mencionaram testes de produtos em tempo real (53%), cupons de descontos exclusivos (50%), dicas e sugestões de compras (48%) e unboxing (abertura/apresentação de produtos, com 41%).
Durante a Black Friday, os publiposts de marcas divulgados no perfil das empresas em parceria com algum influenciador figuram no topo da lista (43%) como o tipo de conteúdo que mais chama atenção e poderia motivar a decisão de compra. As postagens orgânicas de marcas e de influenciadores representam a segunda e a terceira posição, com 39% e 34%, respectivamente. Por fim, as publicações pagas com influenciadores estão em quarto lugar (29%).
A pesquisa ouviu duas mil pessoas entre os dias 9 e 14 de agosto deste ano. Quase metade (48%) delas mora na região sudeste do país. Entre os entrevistados, 52% se declararam do gênero feminino e 48% do gênero masculino. A faixa etária predominante foi de mais de 41 anos, com 38% dos participantes. Em relação à condição social, 45% dos respondentes pertencem à classe C.
Já pesquisa da startup Méliuz mostrou que os brasileiros estão dispostos a gastar 62% a mais nesta edição da data. O local de compra desses produtos é quase unânime: 98% dos entrevistados afirmaram que pretendem realizar as compras online, levando em consideração questões como melhor preço e comodidade.
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