Black Friday: 97% vão pagar com cartão de crédito

Levantamento aponta que 88% dos entrevistados vão comprar na data e mais de 70% garantirá os presentes de Natal.

O cartão de crédito é a escolha prioritária de pagamento durante as compras na Black Friday deste ano (que acontece no próximo dia 26). Isso é o que mostra uma pesquisa realizada pela Trigg, entre os dias 22 e 26 de outubro, com 7.449 brasileiros. Dos 88% que pretendem comprar algo específico nesta data, cerca de 97% darão preferência para o cartão de crédito como forma de pagamento para as compras.

A expectativa também é mais otimista para a Black Friday 2021, comparada com o último ano, já que em 2020, um pouco mais da metade, 54%, dos respondentes disseram ter realizado compras na data. Quase metade, inclusive, pretende gastar mais do que as compras do ano passado. Para 95% dos entrevistados, o que mais influencia na hora da compra é o frete e a facilidade no pagamento (como parcelamento sem juros). Além do mais, cerca de 65% pretendem usar os meios online, como forma de praticidade.

Para 71% deles a meta é aproveitar a Black Friday para fazer as compras de Natal. Eletrodoméstico e tecnologia lideram o ranking da intenção de compra. 41,3% e 29,47%, respectivamente. Apesar de um cenário inflacionado, 67,8% pensam em gastar mais de R$ 1.000. Desses, 30,2%, pretendem passar dos R$ 3 mil em compras. Com relação a expectativa de desconto na data, 65% espera pagar entre 20 e 50% mais barato nos produtos.

Já levantamento da Offerwise constatou que 70% dos entrevistados pretendem realizar compras virtuais na Black Friday deste ano. Segundo pesquisa feita pelo UOL, 92% das pessoas que pretendem comprar durante a Black Friday estão optando por pesquisar antecipadamente os percentuais de descontos dos produtos de interesse.

Por outro lado, a pesquisa “A jornada do consumidor na Black Friday”, desenvolvida pela All iN | Social Miner em parceria com a Opinion Box, ouviu 1.018 brasileiros, de todas as regiões e classes sociais, entre os dias 13 e 18 de outubro, apontou que 60% dos respondentes tem certeza de que vão às compras na data, enquanto 24% ainda estão em dúvida. Outro fato a se destacar é que 26% das pessoas pretendem adiantar as compras de Natal e 22% estão abertas a comprar itens que não planejaram, mas que seriam interessantes se encontrassem ofertas.

Para 2021, itens de supermercado subiram 10 pontos percentuais no interesse de compra do público, em relação ao estudo de 2020. Com o avanço da vacinação, parece crescer também o interesse do público por viagens e turismo, uma vez que a categoria apresentou um salto de 7 p.p. na intenção de compra, sendo que vale destacar também que 31% do público A e B demonstra interesse neste segmento – contra 18% daqueles das classes C, D e E. Além disso, as mulheres têm a maior intenção de compra em itens de Casa e Decoração – 36% do público feminino contra 22% do masculino.

Outro dado interessante da pesquisa é que 34% dos respondentes têm o hábito de sempre criar uma lista com os produtos que querem comprar. Já o abandono de carrinho aconteceu com 53% dos consumidores que afirmaram que abandonam as vezes, 11% sempre e 36% nunca. Além disso, 38% dos respondentes afirmam sempre salvar favoritos ou lista de desejos em suas lojas virtuais; 48% dos clientes dizem que às vezes capturam as postagens ou salvam na própria plataforma os itens desejados, enquanto 37% afirmaram que sempre o fazem. Já no público entre 16 e 29 anos, este número muda: 50% afirmam sempre salvar ou capturar postagens de seus itens favoritos nas redes sociais, contra 33% entre pessoas de 30 e 49 anos, caindo para 32% para os respondentes com mais de 50 anos. As respostas também mudam quando a questão é gênero: 42% das mulheres sempre salvam ou capturam contra 31% dos homens.

Entre as diversas datas sazonais do ano, a Black Friday é a que deixa o público mais disposto a investir grandes quantias: a maioria dos consumidores (16%) tende a gastar entre R$ 1.001 e R$ 2 mil, enquanto 14% tem intenção de comprar itens com valores de R$ 500 e R$ 1.000.

A Black Friday, que surgiu nos EUA, era conhecida como uma sexta-feira ruim para o comércio. Por ser um dia após o feriado de Ação de Graças, a queda das vendas era gigante. Para atrair as pessoas a comprarem nesse feriado, criou-se as promoções de Black Friday. No Brasil, o mercado importou o dia em 2010 e a data passou a ser incluída no calendário comercial do país, já que os lojistas perceberam o potencial de vendas do dia.

Leia também:

Black Friday: 52% dos brasileiros fazem comparativos de preços

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