Black Hole, os Buracos Negros

Por Edoardo Pacelli.

Quando Albert Einstein elaborou a Lei da Relatividade, previu a existência de “buracos negros”, mas custou acreditar. Enquanto a teoria dele os previa, sua imaginação mantinha-se cética!

Para as pessoas comuns, é muito difícil imaginar alguma coisa, tão densa, capaz de dobrar o espaço-tempo, uma obscura bola que rola num carpete, que nós chamamos, Universo. Imaginemos, por uns instantes, que possamos nos aproximar do buraco, equilibrando-nos, à beira do seu limite. O que poderíamos ver, nada seria senão uma obscura esfera, capaz de tudo engolir, inclusive a luz!

Ainda não sabemos o que está esconso em seu interior. O que se cogita é que exista uma espécie de massa, tão concentrada, que atrai tudo o que se encontra ao seu redor. Trata-se de um lugar onde as leis da física, assim como nós as conhecemos, não têm mais valor. Um verdadeiro mistério.

Mas quem foi que batizou este mistério? Duas palavras para batizar algo que, agora, nos é muito familiar? O nome de “Buraco Negro” ou, em inglês, “Black Hole” foi utilizado, pela primeira vez, em 1967, pelo físico norte-americano John Wheeler, durante uma palestra.

As pesquisas sobre o fenômeno, porém, são mais antigas. Deve-se a um físico e matemático inglês, Sir Roger Penrose, a descoberta da sua existência, um dos três premiados com o Nobel da Física, neste 2020. Este último cientista, no seu livro, intitulado Do Big Bang à eternidade, afirma que a matéria e a energia irão se dissolver dentro de um buraco negro, porém, a partir deste, um novo Big Bang terá um novo início, eternizando o universo!

São igualmente ganhadores do Nobel da física deste ano o alemão Reinhard Genzel e a norte-americana Andrea Ghez. Os dois descobriram algo de extraordinário, que nos interessa, muito. Eles descobriram que, no coração da Via Láctea, na qual o nosso Sol habita, numa perdida periferia, há um objeto invisível e extremamente pesado que governa as órbitas de estrelas e planetas. Trata-se, nada menos, de um buraco negro, super maciço!

Edoardo Pacelli

Jornalista, ex-diretor de pesquisa do CNR (Itália), é editor da revista Italiamiga.

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