O mercado de Software as a Service (SaaS) enfrenta uma nova fase de pressão sobre crescimento e rentabilidade. Em um ambiente mais competitivo, com maior rigor sobre custos e clientes cada vez mais sensíveis ao valor entregue, a retenção deixou de ser apenas um indicador operacional e passou a ocupar posição central na saúde financeira dessas empresas. Nesse cenário, a inteligência artificial começa a ganhar espaço como ferramenta para antecipar a saída de clientes e reduzir impactos sobre a receita recorrente.
Desocupação subiu em 15 estados no primeiro trimestre
O aumento da taxa de desocupação para 6,1% no primeiro trimestre refletiu a alta do desemprego em 15 estados, em relação ao quarto trimestre de 2025. As maiores taxas de desocupação foram no Amapá (10%), Alagoas (9,2%), Bahia (9,2%), Pernambuco (9,2%) e Piauí (8,9%). Já as menores foram em Santa Catarina (2,7%), Mato Grosso (3,1%), Espírito Santo (3,2%), Paraná (3,5%) e Rondônia (3,7%).
Controlador da Tok & Stok pede recuperação judicial com dívida de R$ 1,1 bi
O Grupo Toky, controlador da Tok & Stok e Mobly, entrou com pedido de recuperação judicial na última terça-feira, com passivo estimado em R$ 1,1 bilhão. A empresa já havia tentado recuperação extrajudicial em 2024, mas a medida se mostrou insuficiente.
Cobrança de IPTU pela área do imóvel chega ao STF
A possibilidade de os municípios fixarem alíquotas de IPTU conforme a área do imóvel será analisada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e pode redefinir os limites da tributação imobiliária no país. A Corte reconheceu a repercussão geral do tema no ARE 1593784 (Tema 1.455), que discute a constitucionalidade de uma lei do município de Chapecó (SC) que estabeleceu alíquotas progressivas de IPTU com base na metragem dos imóveis.
Reino Unido: ministro da Saúde renuncia e pede a premiê que facilite sua sucessão
O ministro da Saúde do Reino Unido, Wes Streeting, apresentou nesta quinta-feira sua renúncia, à medida que aumentam a tensão e o cerco em torno do primeiro-ministro, Keir Starmer, a quem tentam pressionar para que renuncie após o desastre eleitoral do Partido Trabalhista nas últimas eleições locais.
Exportações brasileiras aos EUA caíram 16,7% no quadrimestre
O comércio entre Brasil e EUA segue em desaceleração em 2026, com retração tanto das exportações brasileiras quanto das importações originárias dos EUA, segundo dados do Monitor do Comércio Brasil–EUA da Amcham Brasil.
Alerj instala Comissão Especial de Contenção de Gastos Públicos
A Comissão Especial de Contenção de Gastos Públicos será instalada, na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), nesta quinta-feira.
Dólar supera R$ 5 e Bolsa de Valores caiu quase 2% em dia de turbulência
O mercado financeiro brasileiro teve um dia de forte turbulência nesta quarta-feira. O dólar disparou e voltou a fechar acima de R$ 5, enquanto a Bolsa recuou quase 2%, após investidores reagirem à divulgação de uma reportagem que vincula o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.
Cresce defesa da taxação de lucro extraordinário das petroleiras
A tributação de lucros extraordinários gerados pela alta do petróleo devido à Guerra no Irã está em discussão em vários países. Seria uma forma de mitigar os efeitos do ataque feito pelos EUA e Israel aos iranianos, que levou a uma disruptura no mercado global de óleo.
Estimativas indicam que grandes companhias de petróleo podem acumular até US$ 234 bilhões em lucros extraordinários até o fim de 2026.
ESG do IBA discute sustentabilidade e governança
O Instituto Brasileiro de Atuária realiza, no dia 28 de maio de 2026, o 1º Fórum de ESG do IBA, no Anfiteatro Uninove Vergueiro, em São Paulo. O encontro reunirá especialistas, profissionais do setor e representantes de diferentes áreas para debater sustentabilidade, governança e o papel da Atuária na construção de um futuro mais responsável.
Com uma programação voltada ao aprendizado, à troca de experiências e ao networking qualificado, o Fórum abordará temas estratégicos relacionados aos desafios e oportunidades do ESG nos mercados de previdência, saúde suplementar, seguros e gestão de riscos climáticos.
Para o presidente do IBA, Giancarlo Germany, o evento representa um marco importante para a atuação da profissão diante das transformações do mercado.
“A Atuária tem papel essencial na análise de riscos, na construção de modelos sustentáveis e no apoio à tomada de decisões responsáveis. O 1º Fórum de ESG do IBA nasce com o propósito de ampliar esse debate, conectando conhecimento técnico, visão regulatória e experiências práticas para contribuir com um futuro mais sustentável e transparente para a sociedade”, afirma Giancarlo Germany.
A programação contará com cinco painéis: Visão Estratégica dos Órgãos Reguladores. Experiências de ESG em Previdência Privada. ESG em Saúde Suplementar. Os Impactos do ESG na Indústria de Seguros. Riscos e Oportunidades Associados à Sustentabilidade e às Mudanças Climáticas.
O painel “Visão Estratégica dos Órgãos Reguladores” trará uma reflexão sobre como a agenda ESG vem sendo incorporada às diretrizes regulatórias e às práticas de supervisão dos mercados financeiro, segurador, previdenciário e de saúde. A proposta é discutir de que forma os reguladores têm orientado o setor na adoção de critérios ambientais, sociais e de governança, estimulando maior transparência, gestão responsável de riscos e alinhamento às melhores práticas nacionais e internacionais.
No tema “Experiências de ESG em Previdência Privada”, o Fórum abordará como entidades e profissionais do setor previdenciário vêm incorporando princípios de sustentabilidade em suas estratégias de investimento, gestão de riscos, relacionamento com participantes e governança institucional. A previdência privada, por sua natureza de longo prazo, tem papel relevante na construção de modelos mais sustentáveis, capazes de equilibrar rentabilidade, segurança e responsabilidade social.
O debate sobre “ESG em Saúde Suplementar” destacará os desafios e oportunidades para operadoras, atuários e demais agentes do setor diante de uma agenda que envolve eficiência assistencial, sustentabilidade econômico-financeira, acesso, qualidade do cuidado e governança. A incorporação de práticas ESG pode contribuir para modelos mais equilibrados, com foco na perenidade das operações e na geração de valor para beneficiários, empresas e sociedade.
Já o painel “Os Impactos do ESG na Indústria de Seguros” discutirá como as seguradoras estão sendo desafiadas a rever produtos, processos, políticas de subscrição, investimentos e modelos de precificação à luz dos critérios ESG. A crescente exposição a riscos ambientais, sociais e reputacionais reforça a necessidade de uma atuação técnica cada vez mais integrada, na qual a Atuária contribui diretamente para mensurar impactos, antecipar cenários e apoiar decisões estratégicas.
Os “Riscos e Oportunidades Associados à Sustentabilidade e às Mudanças Climáticas”, é um dos pontos centrais do encontro, considerando a relevância dos eventos climáticos extremos, da transição energética e das novas exigências de disclosure e governança. Para a Atuária, esse cenário amplia a necessidade de desenvolver modelos capazes de avaliar riscos emergentes, impactos financeiros de longo prazo e oportunidades relacionadas à inovação, resiliência e sustentabilidade dos negócios.
O 1º Fórum de ESG do IBA reforça a importância da atuação atuarial em um contexto de profundas transformações. Mais do que acompanhar tendências, a profissão é chamada a contribuir tecnicamente para decisões que envolvem risco, solvência, proteção social, equilíbrio econômico e responsabilidade com as futuras gerações.
FUP: exploração de minerais críticos tem que garantir soberania do país
A Federação Única dos Petroleiros (FUP) vê com preocupação o processo de aprovação, sem o devido debate prévio com especialistas, do Projeto de Lei 2780/2024, que institui a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE). A matéria, que equipara os fertilizantes nitrogenados, fosfatados e potássicos a minerais críticos, foi aprovada em votação simbólica pela Câmara dos Deputados em regime de urgência, em 6 de maio de 2026, e seguiu para apreciação do Senado Federal, com tramitação célere.
A FUP entende que o Estado deve ter o controle sobre toda a cadeia produtiva dos minerais críticos e de uma regulação rigorosa que impeça o extrativismo predatório. “É preciso garantir a soberania do país sobre a exploração e beneficiamento desses minerais estratégicos para o Brasil”, destaca a coordenadora-geral da FUP, Cibele Vieira, defendendo a criação de uma empresa estatal responsável por garantir a agregação de valor na exploração desses insumos.
Segundo ela, o projeto aprovado na Câmara é preocupante, pois se baseia em dar incentivos fiscais para atrair investimentos afroxa, ainda mais, o licenciamento no país e não estabelece percentuais sobre o limite do capital estrangeiro. “O modelo mineral brasileiro permanece marcado por profundas contradições, com forte inserção como exportador de bens primários, concentração de renda e riqueza, conflitos socioambientais nos territórios e precarização das condições de trabalho”, observa Cibele.
A FUP defende um modelo de política mineral com foco na construção de salvaguardas socioambientais e trabalhistas, e que leve em conta a crescente importância dos minerais críticos na transição energética global, transformando o aproveitamento das riquezas minerais em uma base social para a melhoria da qualidade de vida dos brasileiros.
“Um tema de tal importância e gravidade exige um debate amplo com a sociedade civil, especialistas, academia, populações afetadas pela mineração, povos indígenas e comunidades tradicionais ameaçadas. Nada disso foi feito”, critica Cibele. A FUP espera que a matéria seja alterada no Senado.
Os minerais críticos e estratégicos (terras raras, lítio, níquel, grafita, cobalto, manganês entre outros) são essenciais para a expansão da transição energética, das tecnologias digitais, IA e para a indústria da guerra.O Brasil tem a segunda maior reserva de terras raras do mundo. A China vem em primeiro lugar, com o domínio de toda a cadeia de processamento desses minerais.
Cade condena empresas e empresários por cartel de combustíveis
O Tribunal do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) condenou as empresas Comércio de Combustíveis Stang Ltda, Santos & Merlo Ltda e Pato Comércio de Combustíveis Ltda e duas pessoas físicas por práticas anticoncorrenciais no mercado de revenda de combustíveis em Coronel Vivida (PR). Além das multas aplicadas, o Tribunal também aplicou sanção administrativa adicional aos empresários condenados, proibindo-os de exercer o comércio em nome próprio ou como representante de empresa pelo prazo de cinco anos, em razão da gravidade e da reiteração das condutas.
A investigação, relatada pelo conselheiro José Levi, apurou a existência de cartel em licitações públicas e ajuste de preços no varejo de combustíveis. As empresas e pessoas físicas condenadas deverão pagar mais de R$ 50 milhões em multas.
Segundo o voto do relator, as provas demonstraram que agentes econômicos combinaram previamente a divisão de itens em pregões promovidos pela Prefeitura de Coronel Vivida, simulando concorrência em certames realizados em 2017.
Mensagens extraídas de aplicativos de comunicação evidenciaram que os envolvidos definiam previamente os vencedores de lotes relacionados ao fornecimento de gasolina, etanol e diesel em pregões ocorridos naquele ano.
Além disso, o conjunto probatório indicou a prática de alinhamento de preços na revenda varejista de combustíveis. As comunicações analisadas mostraram tratativas entre concorrentes para elevar preços nas bombas e manter margens de lucro no mercado local.
Durante o julgamento, o Tribunal rejeitou preliminares apresentadas pelas defesas, incluindo pedidos de sobrestamento do processo por discussões judiciais sobre provas compartilhadas de ações penais. O relator destacou a independência entre as esferas administrativa e penal e ressaltou a inexistência de decisão judicial que anulasse as provas utilizadas nos autos.
























