A parceria entre o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Parque Tecnológico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) foi formalizada nesta terça-feira. Essa foi a primeira vez que o BNDES fez uma parceria do gênero na área de tecnologia da informação. “Ao longo dos últimos três anos, o banco de fomento ampliou em cerca de cinco vezes seu apoio à inovação quando comparado com o quadriênio anterior”. Entre 2019 e 2022, o banco aplicou R$ 7,1 bilhões. Entre 2023 e 25 foram R$ 35,6 bilhões.
A partir da assinatura, o BNDES vai poder contar com o ecossistema de empresas e laboratórios do parque para apoiar o desenvolvimento de soluções de tecnologia da informação. O parque vai ajudar, por exemplo, a encontrar entre os mais de 100 laboratórios da universidade, os que melhor se adéquam as demandas do banco. Elas devem estar em campos que estão na fronteira do conhecimento, caso de soluções que usem inteligência artificial, blockchain e computação quântica.
O BNDES pode se beneficiar com as parcerias a serem formadas também podem favorecer o parque e suas empresas ao gerar interações vão além. “Ao apoiar a busca de soluções com o uso de recursos de ponta, o banco ajuda a desenvolver o conhecimento e o pessoal necessários para empregar essas mesmas soluções e outras relacionadas no Brasil e no mundo”.
A diretora Helena Tenório, que representou o BNDES no evento de assinatura, espera que outras instituições públicas e privadas sigam o exemplo. “A aproximação com a UFRJ é um passo estratégico para a TI do BNDES. Através dessa ponte com a academia, vamos acelerar o desenvolvimento de respostas reais para os nossos desafios cotidianos, oxigenando nossa cultura interna e consolidando a inovação aberta como a principal alavanca para os negócios da nossa instituição”.
Ela observou ainda que “o banco vem investindo mais em inovação corporativa na última década, por entender que a tecnologia da informação está transformando negócios. Hoje, com tecnologias como inteligência artificial, blockchain e computação quântica, a necessidade de aproximação entre negócio e TI é cada vez maior”, falou Helena.
“O Parque Tecnológico da UFRJ atua como uma plataforma de conexão entre diferentes competências. A presença do BNDES fortalece esse ambiente e amplia nossa capacidade de desenvolver soluções para desafios complexos do país e para o BNDES, essa integração com o nosso ecossistema, representa uma oportunidade de atuação mais próxima da geração da inovação”, afirma Romildo Toledo, diretor do Parque Tecnológico da UFRJ.
Criado em 2003, o Parque Tecnológico da UFRJ é um dos principais ambientes de inovação da América Latina. Ele reúne empresas de diferentes portes, centros de pesquisa e laboratórios da universidade. Inserido em um dos maiores complexos acadêmicos e científicos do país, o parque conecta conhecimento e mercado, promovendo o desenvolvimento de soluções sob medida para desafios estratégicos.

















