O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) realizou o primeiro desembolso de R$ 26 milhões para a Symbiosis Florestal S.A., empresa desenvolvedora de um modelo de silvicultura com espécies tropicais nativas em áreas degradadas da Mata Atlântica, em operação de R$ 77 milhões do Fundo Clima que conta com fiança bancária do banco Santander.
Os recursos apoiam a expansão de projeto de silvicultura com espécies nativas no sul da Bahia, voltado à produção sustentável de madeira tropical, à restauração produtiva da Mata Atlântica e à geração de créditos de carbono. A operação integra o BNDES Floresta Crédito, frente do banco de fomento voltada ao financiamento de projetos de restauração ecológica e produtiva com espécies nativas, no âmbito da estratégia mais ampla do BNDES Florestas.
A garantia integra a estrutura da operação junto ao BNDES. A estrutura do financiamento inclui três fianças bancárias emitidas no mercado, sendo duas concedidas pelo Santander, o que contribuiu para viabilizar a operação e reforça o papel do BNDES na mobilização de capital privado para projetos de restauração florestal e economia de baixo carbono.
O projeto da Symbiosis é o primeiro integralmente financiado pelo BNDES no setor de silvicultura de espécies nativas para uma área de 1.500 hectares na Mata Atlântica, em uma área total de 3.000 hectares. O modelo combina produção de madeira de alto valor com captura de carbono, contribuindo para reduzir a pressão sobre florestas naturais e combater a exploração ilegal.
A operação está alinhada aos compromissos climáticos assumidos pelo Brasil no âmbito do Acordo de Paris, que incluem a restauração e o reflorestamento de 12 milhões de hectares de áreas degradadas.
“Esse projeto é um passo importante para a silvicultura de espécies nativas no Brasil e mostra como é possível aliar produção florestal, preservação da biodiversidade e geração de créditos de carbono. Ao financiar o cultivo de espécies nativas na Mata Atlântica, o Governo Federal por meio do BNDES fortalece a economia verde, estimula a restauração de um bioma crítico e cria empregos de qualidade no sul da Bahia, em linha com as diretrizes de desenvolvimento formuladas pelo Presidente Lula”, afirmou Aloizio Mercadante, presidente do BNDES.
“Projetos como o da Symbiosis demonstram como a restauração florestal pode estar alinhada à geração de valor socioambiental e econômico. Ao apoiar essa operação, o Santander contribui para ampliar soluções que combinam produção sustentável, remoção e captura de carbono, além da conservação da biodiversidade – elementos essenciais para a transição para uma economia de baixo carbono”, explica Leonardo Fleck, head de Sustentabilidade do Santander.
“A Symbiosis desenvolve uma solução inovadora ao combinar a silvicultura de espécies nativas ameaçadas com um modelo produtivo sustentável e rastreável. Trabalhamos com espécies de alto valor, como o jacarandá-da-bahia, historicamente associado à exploração predatória e hoje símbolo da necessidade de transformação no uso do solo na Mata Atlântica. Nosso modelo busca justamente inverter essa lógica, promovendo uma relação equilibrada entre produção e conservação. Após mais de 30 anos das restrições ao comércio internacional da espécie, somos hoje a única empresa capaz de ofertar madeira, em escala, com origem plantada, certificada e sustentável”, destaca Alan Batista, Diretor Financeiro da Symbiosis.
BNDES florestas O BNDES Florestas opera como um sistema integrado de instrumentos que se reforçam mutuamente. Entre eles estão o BNDES Floresta Crédito, que financia projetos produtivos e de restauração com espécies nativas; o Floresta Viva, que mobiliza recursos não reembolsáveis próprios e privados em arranjos inovadores; o Arco da Restauração, voltado à recomposição de áreas degradadas no bioma Amazônia; o ProFloresta+, que conecta financiamento à compra antecipada de créditos de carbono; além das concessões florestais com manejo sustentável e iniciativas de inovação tecnológica.
Nos últimos três anos, o BNDES já mobilizou R$ 7 bilhões para manter e reconstruir florestas brasileiras, combinando crédito, recursos não reembolsáveis, garantias, concessões e apoio produtivo. Trata-se de um conjunto de projetos em implementação em todo o país, cuja integração potencializa os resultados.
Os resultados dessa estratégia já são expressivos: o volume mobilizado equivale ao plantio de cerca de 280 milhões de árvores, à recuperação de 168 mil hectares, à geração de mais de 70 mil empregos e à captura estimada de 54 milhões de toneladas de CO₂ equivalente.

















