BNDES iniciou roadshow para venda da CEB

Critério de definição do vencedor será o maior valor oferecido.

Mercado Financeiro / 21:56 - 16 de out de 2020

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) começou a apresentar a potenciais investidores o projeto de desestatização da CEB Distribuição, companhia que detém a concessão do serviço de distribuição de energia elétrica no Distrito Federal. Conhecidas como roadshow, essas apresentações seguirão até novembro.

O BNDES prevê que o edital deverá ser publicado em 5 de novembro e a sessão pública do leilão está prevista para 27 de novembro. O critério de definição do vencedor será o maior valor oferecido.

Segundo o diretor de Privatizações do BNDES, Leonardo Cabral, o papel do Banco nesse processo é promover uma venda a valor justo, em um processo competitivo e transparente. “O processo é feito visando à transmissão do controle da companhia para um participante capacitado para realizar investimentos e gerar a consequente melhoria na prestação de serviços”, declarou.

Na terça-feira (13), em assembleia geral extraordinária, os acionistas da CEB S.A. aprovaram a alienação da CEB Distribuição com base em estudo realizado pelo consórcio Nova CEB, contratado pelo BNDES. Na quarta-feira (14), foi realizada audiência pública, transmitida ao vivo pelo Youtube, com objetivo de prestar esclarecimentos à população e receber sugestões relativas ao processo de desestatização. O edital deverá ser publicado nas próximas semanas.

 

CEB Distribuição

 

A companhia atende mais de um milhão de unidades consumidoras, com cerca de três milhões de pessoas em uma área de 5,8 mil km2. Atualmente, a empresa está avaliada em R$ 1,4 bilhão, valor estimado a partir de duas análises econômico-financeiras independentes.

A contratação do BNDES para coordenação e execução do processo de privatização de CEB-D ocorreu em agosto de 2019, em um contexto no qual a companhia estava apresentando uma série de inadimplementos a parâmetros regulatórios de qualidade na prestação dos serviços e de robustez econômico-financeira. Essa situação gerava risco de perda da concessão para fornecimento do serviço. Caso esse risco se materializasse, além de perder a oportunidade de monetização do ativo, haveria perspectiva de ônus para CEB-D da ordem de R$ 1 bilhão.

 

 

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