Bola fora

O futebol movimenta no mundo US$ 250 bilhões, mas o país de Pelé e Garrincha fica com apenas 1% desse bolo (US$ 2,5 bilhões). Os números foram levantados pela pesquisadora Isabela Pereira, da Coppe/UFRJ e do IBGE, e fazem parte de debate publicado na última edição do Jornal dos Economistas, publicação do Conselho Regional de Economia do Rio de Janeiro (Corecon-RJ).

Esquecimento
O dicionário português do Microsoft Word, mais popular programa de textos, não inclui a palavra “Pelé”. Além de brasileiro e maior jogador de futebol de todos os tempos, foi eleito Atleta do Século. A marca “Pelé” foi considerada a mais conhecida do mundo, à frente da Coca-Cola e do McDonald”s.

Insatisfação
Na questão da pirataria de CDs de música, o problema não se resume à questão preço – os exagerados R$ 25 cobrados pelas gravadoras por um lançamento minguam para R$ 5 nas mãos dos camelôs. Até porque a queda de faturamento é global e nos EUA os “genéricos” não são populares como por aqui – fala-se em dois CDs piratas para cada legal no Brasil. Deve-se questionar o modelo em que as companhias multinacionais trabalham. Insistir em um ou dois “sucessos instantâneos” para tocar nas rádios e alavancar as vendas parece ser uma fórmula ultrapassada. Um conhecido desta coluna, comerciante, queixou-se de que não vale a pena pagar caro por um CD que só vai ouvir uma ou duas vezes e depois encostar no armário. Não é o único que pensa assim. Apostar na qualidade e na distribuição pela Internet podem ser as alternativas de maior futuro.

Brasiiiil
A maior bandeira do Brasil já confeccionada – garante o Conselho Regional de Engenharia do Rio de Janeiro (Crea-RJ) – será usada para envolver a sede do órgão, hoje. A operação, que contará com a participação de 10 alpinistas, servirá para marcar a reinauguração do Espaço Cultural do Crea-RJ (R. Buenos Aires, 40, Centro) e divulgar a exposição Creart, que reunirá  obras de todos os artistas que participaram do espaço cultural antingo, como Faiga e Cristina Oiticica. Com 1.925 m², a bandeira começa a ser colocada às 10h.

Boca torta
Não raras vezes, chegam a esta coluna mensagens eletrônicas de internautas furiosos com o passado do hoje ministro da Justiça Aloysio Nunes Ferreira, equiparando suas ações, do tempo de ALN, às ações da bandidagem que infestam os grandes centros urbanos do país. Essa correspondência não é dirigida exclusivamente a esta coluna, mas, pela linguagem e pela simplificação grosseira, tem sido – e continuará sendo – solenemente ignorada. Por isso mesmo é grande a estranheza com a proximidade entre a histeria eletrônica e a linguagem de Ferreira contra os movimentos sociais – independentemente das conseqüências, políticas e jurídicas, com que devam arcar por ações que, aos olhos dos não adeptos, soam tão voluntaristas e estapafúrdias quantos eram consideradas as do camarada Aloysio nos anos de chumbo.

Faz um PCB
O que a WorldCom e o Partido Comunista Brasileiro têm em comum? A questão foi parar no The New York Times. A resposta é o número 21. “Quando o governo brasileiro privatizou a telefonia nacional há quatro anos”, explica o jornal norte-americano, “concedeu licenças a operadoras de longa distância e cada uma delas recebeu um código de dois dígitos”. No caso da Embratel, controlada pela WorldCom, o código é 21 e a campanha publicitária exorta: “Faz um 21”. O problema é que o Partido Comunista Brasileiro há anos vem pedindo aos eleitores que façam um 21, diz o Times. Pela lei eleitoral brasileira, os partidos políticos recebem um código de dois dígitos que os eleitores digitam nas urnas eletrônicas em vez do nome do candidato. Com a proximidade das eleições presidenciais de outubro, alguns parlamentares estão preocupados com a possibilidade de os anúncios de companhias telefônicas influenciarem a votação e um deputado (Bispo Rodrigues) apresentou projeto suspendendo a divulgação dos códigos pelas operadoras três meses antes da votação, informa o jornal de Nova York.

Expansão
Há seis meses no ar, o sítio Comunique-se ([email protected]), voltado para profissionais de comunicação, comemora a marca de 13 mil jornalistas cadastrados e a média diária de 3 mil visitantes. Animada com os números, a incubadora Invent anuncia que vai investir R$ 1 milhão no Comunique-se para aprimorar o sítio e investir em novos produtos e serviços.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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