Bola fora

A Associação Nacional de Jornais (ANJ) divulgou nota em que “repudia a determinação do Ministério da Justiça de cancelar o visto temporário do jornalista americano Larry Rohter, autor de reportagem publicada pelo jornal The New York Times nesta semana”. A desastrada decisão é classificada como “uma medida atentatória à liberdade de imprensa e que foge aos preceitos democráticos que o Brasil defende”. A ANJ lembra que a reportagem “deve merecer crítica e reação pelo cunho sensacionalista e pela irresponsabilidade que contiver”.

“Experts”
Aproveitando a mancada do governo Lula ao expulsar do Brasil o escriba do The New York Times, o PFL acusa o governo de repetir a ditadura. “Expulsão de jornalista só em 69, durante a luta armada”, criticou o partido sucessor da Arena, “vaquinha de presépio” da ditadura”, na definição do insuspeito ex-arenista coronel Erasmo Dias.

“Tea”
Não é apenas o correspondente do New York Times no país que revela uma visão preconceituosa e etnocentrista sobre o Brasil. A última propaganda da Nextel é encerrada, de forma dúbia, por um executivo que, depois de conseguir falar com os EUA com seu aparelho, numa única tentativa, recusa o convite do surpreso instrutor para tomar um café: “Pode ser um chá? O café daqui é muito ruim.” A negativa soa grosseira, por não explicitar se a restrição se refere ao café da empresa do anúncio ou a um dos principais ícones da pauta brasileira de exportações.

Patentes
Brasil e Coréia do Sul estão, respectivamente, na décima segunda e na nona posição no ranking mundial de formação de mestres e doutores. “São nações com volume similar de produção acadêmica. Porém, no ano 2000 o Brasil registrou cerca de 100 patentes internacionais, enquanto a Coréia do Sul realizou 3.500”, afirma a chefe do Departamento de Coordenação Institucional da Finep, Maria Beatriz Amorim. Para mudar esse quadro começa a funcionar neste mês uma linha de financiamento para que empresas brasileiras desenvolvam inovações tecnológicas. O Fundo de Desenvolvimento Tecnológico (Funtec), que terá orçamento inicial de R$ 180 milhões, foi criado em parceria entre a Finep e o BNDES. O objetivo do fundo é apoiar a criação de novas tecnologias que tenham emprego comercial. Trata-se de uma estratégia para tornar o produto nacional mais eficiente e competitivo.

Acerto
O Instituto Fecomércio-RJ está mais uma vez no ranking das instituições Top 5, divulgado pelo Banco Central. Em abril, o Instituto ficou entre as cinco instituições que mais acertaram suas expectativas em relação à taxa Selic de médio prazo (segunda colocação no ranking), à taxa de câmbio (terceiro lugar) e à Selic de curto prazo (quinto lugar). O ranking é divulgado mensalmente e avalia mais de 100 instituições financeiras e institutos de pesquisa que encaminham mensalmente suas projeções para o BC.

Engenharia social
O presidente do BNDES, Carlos Lessa, o presidente do Clube de Engenharia, Raimundo de Oliveira, e o diretor da Escola Politécnica da UFRJ, Heloi Moreira, serão alguns dos participantes do debate Engenharia e Desenvolvimento Social, que será realizado, hoje e amanhã, na Politécnica/UFRJ. O evento vai discutir projetos de engenharia que levem à inclusão social. Mais informações no site www.soltec.poli.ufrj.

Superbonder
Em meio à montanha russa em que se transformou a Bovespa nos últimos pregões, analistas experientes chamam a atenção para o comportamento das ações da Net. Embora a empresa tenha acabado de revelar que teve prejuízo de R$ 77,8 milhões no primeiro trimestre, no sobe-e-desce do mercado, sua ação preferencial nominativa, há cerca de um mês, não rompe o suporte de R$ 0,70. Embora possa parecer muito para uma ação com resistência quase estabilizada em R$ 0,75, a variação de, no máximo, 7% é quase residual quando comparada a papéis que oscilam até 50%, para baixo ou para cima, num único pregão; é quase sinônimo de estabilidade. Uma das explicações dos analistas de mercado seria um suposto interesse da Telmex na empresa do grupo Globo.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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