Bolha

A partir de março do ano que vem, o Federal Reserve (Fed) deixará de divulgar o M3, sigla que no jargão dos economistas identifica o volume de meios de pagamento disponível em uma economia nacional (dinheiro, depósitos em bancos etc.). Especula-se porque o Fed fará isso a partir da saída do quase eterno presidente Alan Greenspan. A divulgação mensal do M3 é acompanhada atentamente em todo o planeta por investidores, analistas, especuladores e autoridades. A interpretação mais lógica é que a indústria gráfica – ou seja, a impressão de dólares – está a pleno vapor, o que justificaria o quase milagroso crescimento dos Estados Unidos, inundando o mundo de papel pintado de verde.

Skype se expande
A Skype dá mais um passo na oferta de serviço telefônico via Internet no Brasil. Acordo com o Grupo TeleListas, sexta maior empresa de listas telefônicas em todo o mundo, vai colocar à distância de um clique, na barra de ferramentas do programa de comunicação, a opção de busca integrada ao portal TeleListas.net. São 30 milhões de telefones cadastrados e uma cobertura de 98% dos telefones comerciais. O usuário clica em cima do número desejado e completa a ligação diretamente do seu micro via SkypeOut.

Acusação
Circulam na Internet e-mails apócrifos com ataque frontal à deputada federal Denise Frossard (PPS-RJ). A juíza aposentada é tachada de marajá.

Conta
Garante a Anatel que a transformação da cobrança de telefonia fixa de pulso para minutos foi antecedida por pesquisa feita por uma consultoria especializada, que analisou cerca de 200 milhões de chamadas no país. A mudança, a partir de março de 2006, transformará um pulso (que pode durar até quatro minutos) em dois minutos. O preço por minuto mais caro será cobrado pela Brasil Telecom em Rondônia (R$ 0,11993, com impostos); a mais barata, de R$ 0,0945, será cobrada pela Telemar em Minas, Espírito Santo e Amazonas, entre outros. O paulistano pagará R$ 0,09593 e o carioca R$ 0,10162, valor maior por causa dos salgados impostos cobrados pelo governo fluminense.

Jabuti
A lista com supostas operações irregulares feitas pelos fundos de pensão provocou diferentes reações em profissionais com experiência no assunto. Alguns garantiam ser impossível ter ocorrido problemas no Eletros, fundo dos empregados da Eletrobrás, por causa dos sistemas de gestão e controle adotados na entidade; outros acham os valores denunciados para alguns fundos como “uma gota no oceano de irregularidades”. A Postalis, dos Correios, garantiu que não opera na BM&F desde 2000. A pergunta desses profissionais é: “Aonde quer chegar o deputado ACM Neto?”

Indignação seletiva
Noves fora envolvimento em esquema de lavagem de dinheiro – que deve ser investigada sempre que houver suspeitas razoáveis – é cobrança deslocada exigir do usuário que confira a origem de dinheiro recebido no mundo dos negócios. Por isso, cheira ao que os norte-americanos chamam de cruzade a interpelação feita por órgãos de imprensa ao vice-presidente José Alencar. Até porque, para manter a coerência, o mesmo questionamento deveria ser feito aos proprietários desses veículos. Afinal, como todo mundo do meio sabe – embora poucos publiquem – boa parte do dinheiro movimentado pelo empresário Marcos Valério foi destinada ao pagamento de publicidade na imprensa nacional. Na época, ninguém perguntou pela origem do dinheiro, embora, estima-se, todos tenham fornecido, como fez Alencar, as devidas notas fiscais pelos serviços prestados.

Panos limpos
Mais do que natural, também, que a campanha petista tenha comprado camisetas na empresa do então candidato a vice-presidente. Se tivesse fornecido as camisetas gratuitamente, como contribuição à campanha não declarada, a Coteminas, aí sim, estaria prejudicando seus acionistas.

Olímpico
Afinal por que o ministro da Fazenda, Antônio Palocci, se recusa a comparecer à CPI dos Bingos? Ou será que Palocci, com sua farta experiência parlamentar, considera que, com seus dois depoimentos-palestra em comissões do Congresso, está dispensado de explicar as ações da República de Ribeirão Preto?

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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