Bolha 2.0

Apenas uma década depois do estouro da bolha das pontocom, novo movimento especulativo de ainda maior monta e potencial explosivo é gestado pela fusão entre sites de redes sociais e fundos de investimento. Desse casamento, surge a bolha pontocom 2.0, mundo etéreo no qual o Facebook vale mais do que a Time Warner, sem que produza nada além da ilusão de que sua marca atinge US$ 50 bilhões. Claro, sempre haverá quem diga estarmos diante de um novo modelo de negócios mais holístico ou ingressando no universo da simbologia. Afinal, era o que existia em 2000.

Rei sem coroa
Quarto maior mercado de automóveis do mundo, o Brasil é caso único entre os líderes do ranking: não tem uma marca nacional. Apesar da impressionante produção e do consumo crescente, não sobreviveu nenhuma indústria brasileira que não seja de fundo de quintal, para nichos como bugres. O mercado atrai montadoras de todos os países, mas nem ao menos aproveita-se esta vantagem para exigir que as multinacionais aqui instalem centros de pesquisa (reais, não fictícios, que só cuidam de detalhes da nacionalização).
O desenvolvimento da indústria automobilística na China começou décadas depois do brasileiro, mas lá – conscientes do peso do seu mercado e com líderes que têm uma visão de Nação – só entra quem aceita parcerias com indústrias locais, incluindo ampla transferência de tecnologia. Não à toa, estima-se que demorem cinco anos para conseguir produzir automóveis com qualidade internacional, conquista que demorou duas décadas na Coréia e três no Japão. Também não à toa, os chineses já exportam para o Brasil e se preparam para produzir neste Eldorado sem estadistas.

Zero
Contracheques em branco. É isso que mais de 800 servidores do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro irão expor nesta quinta-feira, às 15h, em ato na escadaria da Assembléia Legislativa (Alerj). Os salários dos servidores não foram pagos em dezembro porque eles se encontram em greve há 79 dias. Eles reivindicam isonomia salarial com outros funcionários que conseguiram 24% de reajuste na justiça. Os grevistas alegam que a greve é legal e, portanto, discordam do corte do pagamento dos salários.

Alívio
De 1999 a 2008, o índice aplicado sobre a dívida renegociada dos estados brasileiros – Índice Geral de Preços (IGP-DI, da FGV), variou 175%. Com a aplicação de juros de 6%, prevista nos contratos de renegociação com o Governo Federal, impostos pelo FMI, a correção chegou a 366%. No mesmo período, o IPCA variou 98%.
Para trocar o IGP, o deputado Hugo Leal (PSC-RJ) apresentou o Projeto de Lei 7.641/10, que torna obrigatório o uso do IPCA na atualização monetária de todos os contratos assinados entre o governo federal e os estados. O projeto será arquivado pela Mesa Diretora no dia 1º de fevereiro, fim da legislatura. Porém, como o autor foi reeleito, ele poderá desarquivá-lo. Nesse caso, a proposta tramitará em caráter conclusivo, pelo qual o projeto não precisa ser votado pelo Plenário, apenas pelas comissões designadas para analisá-lo.

Rio Criativa
A Encubadora de Empreendimentos da Economia Criativa do Estado do Rio de Janeiro (Rio Criativa) prorrogou prazo para entrega do Plano de Negócios para dia 28 de janeiro de 2011. No âmbito do projeto, serão criadas duas incubadoras: uma delas terá sede na Capital e a outra em São João de Meriti, na Baixada Fluminense. Juntas abrigarão 24 empreendimentos no campo da Economia Criativa (16 na capital e oito na Baixada). Haverá também incubação à distância para outras quatro propostas, totalizando 28 empreendimentos atendidos. O envio eletrônico de inscrições (www.riocriativo.rj.gov.br) deve ser feito até às 23h59 do dia 28 de janeiro e o impresso deve ser enviado até 31 de janeiro.

Moda “verde”
Difusora da moda ética e “verde”, a francesa Isabelle Quéhé virá ao Brasil para abrir o Fórum de Lojistas do Senac Rio Fashion Business, de 10 a 13 de janeiro, na Marina da Glória, RJ. A proposta é produzir roupas que não agridam o meio ambiente e o ser humano.

Assim é fácil
No apagar das luzes de 2010, o BNDES aprovou financiamentos no valor de R$ 1,4 bilhão para as concessionárias rodoviárias Cart (Rodovia Raposo Tavares) e Ecopistas (rodovias Ayrton Senna e Carvalho Pinto).

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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