Bolha

O valor dos ativos dos mercados acionários mundiais hoje está 62% maior que em 2003, quando sofreram forte baixa. A advertência foi feita pelo Banco de Reserva da Austrália (RBA), o banco central do país, em relatório divulgado em 26 de setembro. Para o RBA, os mercados financeiros se comportam como se não fosse haver mudanças abruptas nos juros mundiais, o que tem levado os players a fazerem inversões significativas em títulos governamentais: “A preocupação é que o aumento nos preços e nas alavancagens em uma gama de mercados de ativos pode estar lançando as sementes de futuros problemas. Em muitos mercados, parece haver consideravelmente mais espaço para que os preços dos ativos caiam do que para que aumentem”, adverte o documento, segundo o boletim eletrônico Reserva Estratégica, do Movimento Solidariedade LatinoAmericana

Maquininha
Para o boletim Reserva Estratégica, o alerta do Banco Central da Austrália deveria implicar análises menos ufanistas que atribuem o sucesso da recente emissão de títulos do Tesouro Nacional em reais ao suposto “aumento da confiança no Brasil”. Na verdade, conclui a publicação, a receptividade de papéis públicos no mercado mundial é fruto da forte liquidez internacional, alavancada, principalmente, pela ação do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos).

Às vésperas do Natal, oito funcionários da Radiobrás receberam um presente amargo: foram demitidos pela direção da empresa. A decisão foi duramente criticada pelos Sindicatos dos Radialistas e dos Jornalistas do Distrito Federal. As entidades acusam o governo Lula de “destruir a Radiobrás” e demitir seus funcionários: “É inadmissível que os servidores sejam tratados dessa forma por um Governo que se diz dos trabalhadores”, criticam.

Valor agregado
A empresa Tecnologe contratou professores de telecomunicações da Escola Politécnica da UFRJ para treinar técnicos e engenheiros da Nokia em todo o mundo. O estabelecimento é considerado formador de mão-de-obra especializada e valorizada.

Jabá na mira
A Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática aprovou, semana passada, projeto do Fernando Ferro (PT-PE), que tipifica como crime o ato de receber benefícios para executar músicas em emissoras de rádio e televisão. Pelo projeto, essa prática – popularmente conhecida como jabá – passa a ser suscetível de prisão de um a dois anos, além de outras penalidades previstas no Código Brasileiro de Telecomunicações (CBT), como multa e suspensão da autorização, permissão ou concessão da emissora.
O projeto, porém, ainda tem longo caminho a percorrer para virar lei. Aprovado também na Comissão de Educação e Cultura, precisa ser votado ainda na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania e no plenário da Câmara, além de ser examinado no Senado.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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