Bolha espanhola

O rombo do Bankia, o quarto maior da Espanha e que reúne 10% dos depósitos bancários daquele país, é um buraco sem fundo. Um dia após o errático ministro da Economia da Espanha, Luis de Guindos, anunciar que injetaria mais 9 bilhões de euros para evitar a falência da instituição, fontes do mercado financeiros ouvidas pelo jornal El País, reestimavam em cerca 15 bilhões de euros, 67% mais do que o admitido pelo ministro, o reforço adicional de caixa. A este valor se somam 4,465 bilhões de euros injetados na matriz do Bankia, o Banco Financiero y de Ahorros (BFA), que serão convertidas em ações, dentro do processo de estatização do banco.

A hora da estadista
Economista, a presidente Dilma sabe que ações econômicas não se dão por decisões isoladas. Por isso, ao empreender a dura batalha por trazer os juros nacionais a padrões, se não internacionais, ao menos decentes, deve questionar outro dogma: o controle de capitais. Com os juros reais brasileiros, pelo menos na sua taxa básica, marchando para níveis menos atrativos para os especuladores e a crise mundial caminhando para novo patamar, a ser deflagrado pelo efeito dominó que se seguirá à moratória grega, a fuga de capitais daqui vai se acirrar.
Ingênuos, argumentarão que o Brasil possui hoje reservas internacionais de US$ 374 bilhões, confundindo lastro com segurança. Nesse quadro, a presidente vai ter de se preparar para, antes que as reservas virem pó, controlar o movimento de capitais, centralmente especulativos, sob risco de ver-se diante de uma crise cambial de imprevisíveis consequências políticas, econômicas e sociais. Dilma vai precisar de coragem e determinação para enfrentar verdades estabelecidas que não mais se sustentam num mundo prestes a virar de ponta cabeça.

Quadro frágil
A deterioração da crise mundial, com sua consequente fuga de capitais, ocorre num momento em que o próprio Banco Central (BC) já projeta um rombo de US$ 70 bilhões nas contas externas nacionais, com previsão de serem cobertos por capitais especulativos, em processo de acelerado processo de volta para suas matrizes, tanto por movimentos defensivos, quanto, centralmente, para cobrir rombos de investidores e empresas em seus países de origem.

Nada inteligente
Ninguém pense que o sistema Android, líder em celulares inteligentes e presente também em tablets, está imune a vírus. Estudo conduzido pela F-Secure aponta o surgimento de 37 novos tipos de famílias de ameaças ao sistema durante o primeiro trimestre de 2012, alta de 270% sobre igual período de 2011. Nada surpreendente, considerando que a Google, criadora do Android, nunca foi conhecida por prezar pela segurança dos usuários de seus produtos.

Senhas e cartões
A pesquisa mostra que quase 70% dos vírus para plataformas móveis foram criadas com o intuito de extrair senhas bancárias, números de cartões de crédito, informações cadastrais e similares. Ascold Szymanskyj, vice-presidente de Vendas e Operações da F-Secure para a América Latina, recomenda: “É fundamental que os usuários se conscientizem da importância de ter no smartphone e no tablet o mesmo nível de proteção que existe no PC.

Rio+20
Desde o último dia 14, quem quiser fazer sugestões à Rio+20, em forma de textos, fotos ou vídeos, pode enviar suas colaborações para o site O Futuro que Nós Queremos (www.ofuturoquenosqueremos.org.br). O espaço é organizado pelo Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (Unic Rio) e o Comitê Nacional Organizador (CNO) da Rio+20, que lançaram a campanha “Eu sou Nós”, criada e produzida pela Ogilvy Brasil.

Morte ao euro
Entrevista de Hans Joachim Voth, colunista do Financial Times, ilustra o pensamento da oligarquia financeira britânica sobre o euro: “A União Monetária sobreviverá? Com todos os membros, como hoje? Certamente que não. A Grécia não será capaz de permanecer no euro. Possivelmente, Portugal também não. Então, poderiam cair as outras peças do dominó. No final, restará apenas um bloco ao Norte, com Alemanha, Áustria, Finlândia e Holanda.”

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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