Bolhas

Apresentada como a responsável por derrubar o desemprego na Espanha, a flexibilização das leis trabalhistas, está agora mais que provado, nada teve a ver com a geração de postos de trabalho no país. Com o fim da bolha imobiliária, a taxa de desocupação espanhola voltou ao nível de 20%, tal como estava antes de os direitos trabalhistas terem sido solapados.

Pensar grande
A retirada de R$ 61 bilhões da economia, via aumento do compulsório dos bancos recolhidos ao Banco Central, sinaliza preocupação com as “bolhas” de consumo formadas na economia pela soma de prestações quase infinitas e juros extorsivos. No entanto, o diagnóstico por trás das medidas é preocupante para o futuro do país. Os tecnocratas da atual e da futura equipe econômica partem do princípio de que o consumo – dos outros, claro – ameaça a economia, supostamente pressionando a inflação.
O problema real, porém, vem dos juros astronômicas, que, simultaneamente, encarecem o crédito para os consumidores, garroteiam o financiamento para ampliar a produção e apresentam-se como principal instrumento da concentração de renda no país, transferindo recursos da produção, tanto do capital, quanto do trabalho, para o rentismo parasitário.
Portanto, para garantir que o Brasil volte a desenvolver-se – o que implica a combinação de inflação sobre controle, crescimento e distribuição de renda – é indispensável desconcentrar a riqueza, para não deixar a economia pendurada, exclusiva ou centralmente, no crédito, que, por princípio, não é inelástico.
Para isso, é preciso ir além das medições do IBGE, que se restringem aos movimentos intersalários, sem contabilizar os ganhos advindos de juros, aluguéis e ações. Sem isso, o governo que começa em janeiro estará destinado a repetir o ciclo dos vôos de galinha. Espera-se que a ousadia demonstrada pelos brasileiros, ao eleger a primeira mulher presidente, também seja seguida pela presidente Dilma Housseff.

Sem descanso
Um estudo da empresa de segurança Trustwave mostrou que o setor de hotelaria é, de longe, o segmento de negócios mais sujeito a sequestro de dados e a práticas criminosas com cartões de crédito e débito. Os testes realizados em 24 países, envolvendo 218 empresas de diferentes áreas, mostra que 38% dos hotéis são vulneráveis a ataques. Uma das causas dessa fraqueza são as milhares de reservas de hotéis realizadas através de e-mail comum e contendo um grande número de dados críticos dos clientes. Em bares e restaurantes a vulnerabilidade chega a 13%.

Todos os meios
Além do ataque virtual contra as bases de dados dos clientes de hotéis, há também o físico: aparelhos conhecidos  como “chupa-cabra” nos caixas eletrônicos que os bancos instalam em hotéis; e o emprego de interceptores de redes sem fio, que são capazes de captar as transações com terminais de pagamento móvel. Os criminosos costumam também roubar dados de notebooks através de conexões Wi-fi pouco seguras nos hotéis, ou até através de conexões Bluetooth em smartphones, iPads ou similares utilizados pelos hóspedes.

Mãos ao alto
Os servidores da Superintendência do Trabalho (ex-DRT) do Rio de Janeiro foram pegos de surpresa ao receberem seus contracheques, que vieram com desconto do dia 26, em que muitos faltaram por não poderem chegar ao trabalho em função do terror que o tráfico de drogas impôs à cidade, denuncia o Sindsprev/RJ, sindicato que representa os servidores.

Papel
Nesta quarta-feira, o Sescon-RJ (que reúne as empresas de serviço contábeis) realiza para associados a palestra “Participação do contador na constituição e gestão de empresas”. Mais informações: www.sescon.org.br

Pós Alemão
A convite do programa Erasmus, da Comunidade Européia, o professor Bayard Boiteux faz palestras em Londres, Dublin e Paris sobre educação, segurança e turismo no Rio, na segunda quinzena de dezembro.

É campeão!
O Brasil é tricolor.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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