Bolsa brasileira se distancia por ora das demais

investidores acreditam em alta do juro para tentar segurar inflação

A Bolsa de Valores do Brasil conseguiu manter um certo frescor em comparação ao que acontece no exterior. “Nesta quinta-feira, vimos a bolsa brasileira deslocada do exterior. Vivemos um momento diferente no Brasil em relação ao exterior dada a entrada de capitais. São 11 pregões ininterruptos com grande entrada de capitais: mais de R$ 70 bilhões de investidores estrangeiros”, destaca Jansen Costa, sócio-fundador da Fatorial Investimentos.

Às 17 horas e 35 minutos o Ibovespa marcava 115.181,18, após abrir marcando 115.173,43 pontos.

Já as principais bolsas europeias fecharam em queda nesta quinta-feira com o mercado de olho nas possíveis negociações entre Rússia e Ucrânia e no segundo dia de testemunho do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), Jerome Powell, no Congresso dos EUA. Também esteve no radar dos investidores a ata do Banco Central Europeu (BCE) e a divulgação de indicadores macroeconômicos da região e balanços de empresas.

Segundo Costa, o dólar vem se fortalecendo frente às moedas mundiais, exceto ao real, o que é um ponto positivo para o país. O Brasil antecipou o movimento de juros mais rápido que outros países e somos um grande exportador de commodities. “Nosso índice é pautado grande parte por mineração e petróleo, então esses movimentos são importantes”, explicou o consultor.

A Petrobras segurou o índice por motivo do diferencial de taxa do preço da gasolina nacional frente á gasolina internacional. “O não reajuste vai causar uma queda no preço das ações da Petrobras. Por causa disso, o mercado já precifica algo nessa linha. A entrada de fluxo de capitais no mercado brasileiro, que foi muito ruim no ano passado, nesse ano se desponta subindo quase 17%. Então, basicamente temos a entrada de fluxo de capitais e juros mais altos no país, indo na contramão do mundo. Com relação a entrada de capitais, temos juros real positivo com o gringo trazendo dinheiro de mercados emergentes”, diz Costa.

O grande destaque do dia foram as empresas de setores de materiais básicos. Costa cita que o mercado já acredita em um aumento de juros maior devido a inflação que vai vir por causa dos combustíveis que é o principal problema com o repasse dos preços pela Petrobras. “O mercado segurando preço da ação mostra que deve ter alguma política alterada que o mercado já sabe nessa precificação da gasolina”.

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