Bolsa revê DAX, oposição quer inquérito e ações da Wirecard sobem 194%

Fundos de capital de risco e a francesa Worldline têm interesse em comprar ativos da empresa de pagamentos germânica.

Acredite se Puder / 18:14 - 29 de jun de 2020

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Por causa da quebra da Wirecard, a Deutsche Boerse começou a realizar estudos para alterar as regras para a inclusão de empresas no índice DAX, da qual essa fintech fazia parte. Ao mesmo tempo, a oposição alemã pediu a instauração de inquérito parlamentar sobre o colapso da empresa de pagamentos, após ter sido divulgado que a Alemanha cancelaria seu contrato com a empresa de vigilância contábil privada Frep, como resultado de um escândalo que o regulador financeiro BaFin classificou como “um desastre total”. Porém, o jornal Frankfurter Allgemeine Zeitung noticiou que fundos de capital de risco e a francesa Worldline têm interesse em comprar ativos da empresa de pagamentos germânica. Por causa disso, em um único pregão as ações da Wirecard chegaram a subir 194% para 4,40. A situação está complicada, pois o Bafin, regulador alemão, esperou 15 meses por um relatório do Frep, apesar de indícios de irregularidades. Agora, membros do conselho deste órgão defendem que as fintechs que oferecem serviços financeiros precisam de supervisão apropriada.

 

SEC faz Telegram devolver US$ 1,2 bi

A Securities and Exchange Commission obteve aprovação judicial dos acordos com o Telegram Group Inc. e sua subsidiária integral TON Issuer Inc. para resolver acusações de que a oferta não registrada dos tokens digitais chamada grams violou as leis federais de valores mobiliários. Os réus concordaram em devolver mais de US$ 1,2 bilhão aos investidores e em pagar uma multa de US$ 18,5 milhões. Em 11 de outubro de 2019, a SEC apresentou uma queixa contra o Telegram, alegando que a empresa havia levantado capital para financiar seus negócios vendendo aproximadamente 2,9 bilhões de grams para 171 compradores iniciais em todo o mundo. A SEC procurou impedir preliminarmente o Telegram de entregar as moedas vendidas, alegando serem valores mobiliários que foram oferecidos e vendidos em violação aos requisitos de registro das leis federais de valores mobiliários.

Em 24 de março de 2020, o Tribunal Distrital dos EUA para o Distrito Sul de Nova York emitiu uma liminar impedindo a entrega de grams e constatando que havia uma probabilidade substancial de provar que as vendas da Telegram faziam parte de um esquema maior para distribuir ilegalmente essas moedas virtuais ao mercado público secundário. Sem admitir ou negar as alegações da denúncia da SEC, os réus consentiram em entrar em uma sentença final que os impedisse de violar as disposições de registro das Seções 5 (a) e 5 (c) da Securities Act de 1933.

 

Cirque de Soleil não aguentou

A companhia circense Cirque du Soleil deu entrada no Tribunal de Quebec com pedido de proteção contra os credores. Caso consiga a ordem solicitada, a empresa vai apresentar pedido semelhante nos Estados Unidos. Seus atuais acionistas, TPG, Fosun e Caisse de Dépôt et Placement du Québec, vão adquirir os ativos da empresa por uma combinação de dinheiro, dívida e ações, bem como estabelecer dois fundos de US$ 20 milhões para garantir maior alívio aos funcionários que serão impactados por este processo. Além disso, os patrocinadores vão injetar US$ 300 milhões no novo negócio reestruturado, para suportar novo começo, de acordo com a Bloomberg.

O antigo presidente-executivo Guy Laliberté vendeu a grande maioria da sua posição no Cirque a um consórcio de capitais privados liderado pela gestora de fundos norte-americana Texas Pacific Group (TPG) em abril de 2015. Deste consórcio fazem parte o fundo de pensões canadiano Caisse de Dépôt et Placement du Québec e o grupo chinês Fosun.

 

Pede proteção a 2ª maior de gás dos EUA

A Chesapeake Energy Corp., que chegou a ser a segunda maior produtora de gás dos Estados Unidos, entrou com um pedido de proteção contra falência neste domingo. Cheia de dívidas, a empresa é a mais recente produtora de setor petrolífero a tentar se proteger dos credores. Os analistas acham que, nos próximos dois anos, mais de 200 empresas que atuam na área de xisto permaneçam próximos dos níveis atuais.

 

BR vai comercializar gás natural

A BR Distribuidora recebeu autorização da Agência Nacional do Petróleo para comercializar gás natural em todo o país, segundo comunicado ao mercado. A autorização já está em vigor. A empresa diz que autorização é um passo de muitos necessários para viabilizar sua atuação como comercializador de gás, entre os quais destacam-se a regulamentação da figura do consumidor livre nos estados e definições regulatórias sobre o acesso a gasodutos de transporte.

 

Credores perdoam a Iochpe

A Iochpe concluiu junto a seus credores um “waiver” (perdão) já prevendo o descumprimento de índices financeiros (“covenants”) acordados previamente. Os detentores de títulos da Iochpe receberão um prêmio de 0,5% se a alavancagem permanecer da empresa ficar na faixa de 3,5 vezes a relação dívida líquida/Ebitda. O prêmio sobe para 0,875% se ficar entre 5 e 6,5 vezes. Caso atinja a faixa entre 6,5 e 8 vezes, o prêmio será de 1,25% e de 1,5% se a alavancagem ultrapassar 8 vezes a relação entre a dívida e o Ebitda.

 

BP visa energia de baixo carbono

A British Petroleum vendeu seus negócios petroquímicos para a Ineos, empresa britânica de produtos químicos, em um acordo de US$ 5 bilhões. A BP prossegue com o plano de remodelar seus negócios para a transição global para a energia de baixo carbono.

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