Bolsonaro acusa países europeus de receptadores

“Países que nos criticam são, na verdade, receptadores”, disse o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ao acusar, nesta quinta-feira, países europeus que criticam o Brasil pelo desmatamento da floresta amazônica. Prometeu que colocará um ponto final na questão, durante transmissão pelas redes sociais, quando se referiu a uma prática criminosa de adquirir algo, em proveito próprio ou alheio, ciente que é produto de um delito.

Ressaltou que é possível verificar essa informação a partir da apuração do DNA das madeiras feita pela Polícia Federal para descoberta da procedência. Na transmissão, o presidente afirmou que os países vão ter que se conscientizar e colaborar com o Brasil, dizendo que eles têm de ajudar a não desmatar o Brasil..

Essa tentativa de conscientização foi feita na semana passada, pelo vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) que também é presidente do Conselho Nacional da Amazônia. Ele comandou uma viagem a três cidades da região amazônica com embaixadores de diversos países, com o objetivo de apresentar aos diplomatas a atuação do governo Jair Bolsonaro na questão do meio ambiente, alvo de críticas frequentes da comunidade internacional.

Um dos embaixadores presentes na viagem era o representante da Alemanha no Brasil, Heiko Thoms. Em entrevista à DW Brasil, afirmou que a iniciativa de Mourão foi positiva para ampliar o diálogo com o governo brasileiro, mas acrescentou que ela não mudou a percepção do governo alemão sobre o governo Bolsonaro e que não há previsão para a retomada das transferências ao Fundo Amazônia – que também é financiado pela Noruega e tem hoje cerca de R$ 3 bilhões bloqueados – ou para a ratificação do acordo de livre comércio entre os dois blocos.

“O governo (brasileiro) está informado sobre o desmatamento e os incêndios, sobre onde estão e quão grande é o problema. Há instrumentos para combater. E há órgãos governamentais muito bons. Mas esses instrumentos precisam ser utilizados, e de uma maneira coerente. Para isso, você precisa de um plano de ação de longo prazo, com medidas concretas, cronogramas e metas numéricas. Isso não existe no momento”, afirmou.

O comportamento belicoso e até malicioso do presidente da República está desagradando boa parcela do setor militar, como é o caso do general da reserva Carlos Alberto dos Santos Cruz, ex-ministro-chefe da Secretaria de Governo da gestão Bolsonaro. Ele vem tornando pública sua insatisfação com os as atitudes do presidente, como publicado nesta quinta-feira no tuíte; “Cansado de show. O Brasil não é um país de maricas. É tolerante demais com a desigualdade social, corrupção, privilégios. Votou contra extremismos e corrupção. Votou por equilíbrio e união. Precisa de seriedade e não de show, espetáculo, embuste, fanfarronice e desrespeito”.

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