'Bolsonaro ameaça bancos públicos'

Para Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro, atuação da Caixa mostra o quanto privatizações são nocivas.

Política / 17:02 - 5 de jun de 2020

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Juvandia Moreira, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/CUT), é um dos nomes de maior destaque do movimento sindical nacional da categoria bancária. Ela é funcionária de carreira do Bradesco e já presidiu o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região.

"A Caixa é importante para o país", diz.

Ela afirma que a população tem motivos de sobra para defendê-la e o Banco do Brasil, uma das maneiras eficientes para contrapor-se à política de desmonte do patrimônio público imposto pelo governo Bolsonaro.

Para Juvandia, a forma omissa e irresponsável do governo de lidar com a pandemia está gerando desorganização e caos, inclusive nas agências bancárias de todo o país. Para vencer a crise, a presidente da Contraf/CUT defende o resgate do conceito de Estado participativo "para que ocorra o fortalecimento de propostas como a da Caixa pública, social e forte, essencial para a retomada da rota do desenvolvimento sustentável do país".

Isso é fundamental, segundo ela, para impedir que haja uma agressão direta ao Estado Democrático de Direito.  

"A ameaça do atual governo aos programas sociais e aos bancos públicos visa a acabar com os empregos e com a economia das regiões onde estão instalados. Um modelo que entrega o patrimônio público, as estatais, os bancos públicos e o sonho do povo de ter um país com soberania não serve para a classe trabalhadora", denuncia.

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