Bolsonaro demonstra estabilidade e Lula consolida liderança

Segundo pesquisa Modalmais/AP Exata divulgada hoje, ambos têm dificuldades em buscar eleitores fora das suas bolhas de apoiadores.

Pesquisa Modalmais/AP Exata divulgada nesta sexta-feira revelou que 49,7% das pessoas consideram o governo Bolsonaro como ruim/péssimo, enquanto 30,7% avaliam como bom/ótimo e 19,6% avaliam-no como regular. Os índices de aprovação do governo vêm demonstrando um acirramento da polarização. Em comparação com a última semana, houve uma queda mais acentuada da avaliação regular (-0,7%) e um aumento das avaliações positiva (+0,3%) e negativa (+0,3%).

Com exceção do Datafolha, as pesquisas divulgadas esta semana revelaram um acirramento da polarização. Com a saída da disputa dos candidatos mais identificados com a direita, Bolsonaro demonstra uma estabilidade e Lula consolidou sua liderança. Ambos revelando que não será fácil para os demais candidatos furarem o bloqueio dos dois polos sobre os quais a eleição vai se desenhando. No caso do Datafolha, o instituto revelou um crescimento acentuado do petista, que tem sido comemorado pela esquerda, mas muito contestado pelos demais espectros da disputa, justamente pelo fato de os números desse instituto terem diferido das demais sondagens, em percentuais que saem da maioria das margens de erro listadas nas respectivas metodologias.

Tanto Lula quanto Bolsonaro têm dificuldades em buscar eleitores fora das suas bolhas de apoiadores e isso torna a disputa mais dividida entre direita e esquerda. Candidatos que não se coloquem como conservadores ou progressistas poderão perder fôlego, levando a decisão eleitoral a uma espécie de plebiscito entre conservadores e progressistas, com possibilidade de desfecho no primeiro turno.

A desistência de João Dória gerou alguma repercussão positiva para o ex-governador. Apesar de a maioria dos internautas ironizar as intenções de voto, o campo progressista criticou a atuação do PSDB, considerando que traiu o vencedor das prévias. A terceira via segue sem entusiasmar as redes. Simone Tebet é o nome mais provável para a disputa, mas muitos ainda acreditam que os tucanos querem emplacar Eduardo Leite, ou que MDB e PSDB abdicarão da candidatura presidencial em troca de palanques nos estados. O apelo de Tebet ao voto das mulheres surtiu efeito mais negativo do que positivo. Mulheres petistas dizem que a senadora não prestou solidariedade a Dilma Rousseff em 2016, votando pelo impeachment. Já as governistas se recusam em empenhar voto apenas pelo gênero da candidata.

Ciristas dizem que Ciro Gomes é a “única via”, mas o fraco desempenho do candidato nas pesquisas o deixa mais vulnerável a críticas e ataques. Petistas seguem pressionando Ciro para que abandone candidatura e dizem que ciristas devem votar em Lula para derrotar Bolsonaro no primeiro turno. Houve uma ofensiva bastante forte da esquerda nesse sentido, no decorrer da semana.

As menções positivas ao presidente da República foram afetadas, na quinta-feira, por casos de violência policial associados pela esquerda ao seu governo. O novo episódio do acirramento da animosidade entre Bolsonaro e Alexandre de Moraes, no qual o presidente da República resgatou a acusação de abuso de autoridade por parte do ministro, também pesou de forma mais negativa do que positiva, sobre a imagem do presidente da República.

No entanto, após o pico desses episódios, Bolsonaro termina a semana melhorando sensivelmente o índice de aprovação.

Lula e Bolsonaro seguem com uma grande capilaridade, abarcando, juntos, 86,6% das menções entre os principais presidenciáveis. O volume de menções aos dois, nos últimos cinco dias, revela um equilíbrio, o que também é um sinal do acirramento da polarização. Ciro Gomes tem 9% das menções e Simone Tebet se beneficiou do esvaziamento da terceira via, reunindo 4,2% das conversas.

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