‘Bom de bico’

Aprenda aqui como escapar aos golpes mais manjados aplicados nos porteiros de edifícios para assaltar apartamentos. As dicas são do pessoal do site SindicoNet, craque no assunto, e que ouviu os especialistas Elias de Godoy (consultor de segurança e oficial da PMSP) e Hugo Tisaka (consultor de segurança). O SindicoNet recomenda a impressão de um folder de alerta (download grátis no site) e sua afixação em portarias, elevadores e áreas comuns dos edifícios. Uma boa propaganda porta-a-porta também ajuda.

– Alegam ter de fazer reparos dentro da unidade, ou, no caso do carteiro, ter de entregar em mãos determinada correspondência. Os especialistas recomendam pedir crachá com foto e não permitir a entrada nas unidades se o serviço não foi solicitado pelo morador;

– Procuram forçar a entrada no condomínio sem se identificar, ou apresentando documentos e identidades falsos. O porteiro não deve mudar o procedimento nem se deixar intimidar pela “autoridade” de quem quer que seja. É seu local de trabalho. Autoridade ali é ele! Só deve permitir a entrada se o morador autorizar. Se o morador não estiver em casa, nada feito. Que voltem outra hora!

– Com o calor que anda fazendo, especialmente no Rio de Janeiro, o golpe é manjadíssimo. Geralmente em dupla, de sunga e chinelo, os malandros invadem o prédio e levam o produto do furto em mochilas. O porteiro deve procurar conhecer os moradores do prédio e não abrir o portão a estranhos antes da autorização de quem dizem querer visitar;

– Geralmente de terno, entra a pé pela entrada de pedestres ou pela garagem, quando um morador chega com o carro. Dentro do prédio, rende o porteiro e o obriga a abrir o portão aos camparsas. Dica de quem sabe: a boa aparência do pilantra não deve enganar o porteiro. Nenhum procedimento de segurança deve ser relaxado porque o sujeito está bem vestido.

Ainda aqui, vale a recomendação: o porteiro tem de se familiarizar com os moradores ou visitas habituais e, se estiver em dúvida, abordar a pessoa, educadamente. Antes de permitir o acesso ao interior do prédio, perguntar a unidade a que se dirige e confirmar a informação com o morador.

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Mônica Gusmão
Professora de Direito Empresarial, do Consumidor e do Trabalho.

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