Bom negócio

O setor de entretenimento – cultura, lazer e turismo – é o segundo da Espanha em valor adicionado: 7,22%, cerca de duas vezes e meia mais que a indústria automobilística (2,79%). Ele só fica atrás dos serviços financeiros (11,95), estando à frente também de atividades como energia (6,95%) e obras públicas (5,63%). Os dados são do professor Fabio Sá Earp, do Instituto de Economia da UFRJ.

Enxuto
A aprovação do uso do Plano Garantidor de Benefícios Livres (PGBL) pela Susep, e de novos modelos que devem surgir em breve, vai obrigar os administradores de planos de previdência abertos a trabalharem com custos baixos, atendendo a todos os níveis do mercado. A avaliação é de Paulo Irai, diretor de Mercado e Operações da Brasilprev, após observar que, como as margens são baixas, é essencial trabalhar em larga escala e atender tanto a grupos com grande número de participantes quanto a grupos com três ou quatro pessoas e até mesmo a clientes individuais.

Remédio
Com milhões de portadores da doença, o Brasil só esta semana ganhou o primeiro remédio genérico para diabetes: o Cloridrato de Metformina. Fabricada pela laboratório Merck, uma caixa de 30 comprimidos de 850mg custa R$ 5,77, 30% menos que o medicamento de referência, o Glifage, também produzido pelo Merck.

Sem veto
Má notícia para reitores, como o da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), José Carlos Vilhena. A Comissão de Constituição e de Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou, por unanimidade, projeto de lei do deputado federal Wilson Santos (PMDB-MT) que acaba com as listas tríplices para nomeação dos reitores eleitos pela comunidade acadêmica das universidades públicas federais. Atualmente, ser o mais votado por professores, alunos e funcionários administrativos não é garantia de ser nomeado pelo ministro da Educação, que tem o direito de escolher um dos outros dois nomes da lista, mesmo que isso não respeite a vontade dos eleitores e vire fator de tensão desnecessária, como ocorre na UFRJ. Para entrar em vigor, o projeto precisa ser aprovado também no Senado e sancionado pelo presidente FH.

Órfãos
Mais uma vez, o ministro da Saúde, José Serra, foi incompreendido pelos eternos estraga prazeres de plantão, quando afirmou que “ainda vai haver muita saudade do presidente FH”. Como se sabe Serra, como todo economista, tem fixação por números frios que reduzam qualquer sentimento a percentuais. Assim, obviamente, ainda que percentualmente desprezíveis, as viúvas de FH formam numerosa fauna: banqueiros, especuladores, grandes grupos estrangeiros, banqueiros, donos de megasuperávits comerciais com o país, banqueiros, pessoas jurídicas e físicas isentas de impostos, banqueiros…  

Obrigatória
Após décadas de resistência, foi implantado na Argentina, desde 1º de julho último, a cobrança bancária obrigatória. O pagamento no caixa do banco é necessário para obtenção da “fecha cierta” que dá validade ao seguro. Os argentinos vêem a medida como parte do “monopólio bancário” imposto pelo ministro Cavallo com a implantação de imposto sobre cheque de 0,6% sobre as transações bancárias salariais, aposentadorias e pensões também são pagas exclusivamente através dos bancos. Com isto, Brasil e Argentina passam a ser os dois únicos mercados de seguro com esta obrigatoriedade.

Para quem
Para sustentar a manutenção da dieta de faquir que impõe ao funcionalismo federal, o ministro do Planejamento, Martus Tavares, alegou que cada ponto percentual de aumento para os servidores custa R$ 660 milhões para o Tesouro. Esse valor equivale a cerca de 10% do impacto representado por cada ponto percentual de aumento dos juros. Sempre que isso ocorre, a despesa do Tesouro dá um salto de R$ 6 bilhões, mas isso é coisa que não preocupa Tavares, um dos beneficiados pelo megaaumento concedido pelo presidente FH à aristocracia do funcionalismo, logo no início do seu reinado, em 1995.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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